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19/04/2012

Resenha de CD Slippery - First Blow 2012

Resenha de CD
Slippery - First Blow
2012

Que ninguém espere algo diferente, inusitado e com a pretensão de recriar o Rock no primeiro CD da banda de Campinas Slipppery. Assumidamente, a proposta a banda é de apenas divertir-se e fazer o ouvinte se divertir com melodias simples que recriam a sonoridade clássica que marcou os anos 80, o Hard/Heavy Rock, com aqueles coros melosos, riffs simples e uma bateria marcando sem grandes pretensões acrobáticas.

Em meu modo de enxergar, o que melhor retrata essa sonoridade oitentista, tida por muitos como a "Era do Ouro" no Rock e por outros como o principio do fim, é justamente a produção esmerada às quais as bandas passaram a ter. E embora cheire um tanto pasteurizadas, invariavelmente as produções do período tem caprichadas produções. Acredito que isso seja fruto de uma maturidade tanto de músicos quanto de técnicos e produtores, que depois de ralar com a falta de aparato técnico, passaram a ter acesso a uma tecnologia que lhes proporcionou um grau de profissionalismo muito maior que as produções "toscas" das décadas anteriores. Era a á decada da acomodação e o Rock chegou a um ponto de fusão... Não tinha o que ser criado, pois todas as misturas e até mesmo as purezas já tinham sido tentadas e o caminho então foi o de retraçar as linhas que tinham sido traçadas anteriormente, polindo-as quando necessário.

E é dentro desse espírito e cumprindo o que promete, que a Slippery desfila canções simples, com sonoridade simples. Mas simples nunca foi sinônimo de ruim, e o trabalho está longe de ser ruim. É simples porque é bom e é bom porque é simples... E a  simplicidade é um caminho que muitos artistas procuram, e é um caminho tão importante quanto qualquer outro. Aliás, ouso falar que, em uma sociedade tão complicada, tão cheia de tecnologia gelada e pessoas idem, a simplicidade chega a ser revolucionária. E seria assim que eu definiria "First Blow": simplicidade revolucionária. O maior exemplo disso é a faixa "Out Of The Light", que a mim lembrou muito Rainbow em sua fase final, e que reúne todos os elementos para criar uma musica de extremo bom gosto, sem ser chata ou cansativa. Para mim, essa musica é o destaque do CD.

Explicitamente e assumidamente calcado em bandas que fizeram escola, como Def Leppard, Mötley Crüe, Bon Jovi e outras, a Slippery desfila em 10 faixas de extrema competência técnica, com músicos tocando um Rock básico dotado de solos curtos e tecnicamente ótimos, enfilerando todos os clichês do gênero, sem no entanto parecer uma cópía de alguma das bandas citadas. Em termos de letras, segundo a própria banda, eles fogem dos temas mais batidos do Rock como noitadas, mulheres, bebedeiras e encrencas com a polícia, procurando colocar "mensagens positivas, histórias de amor e algumas que retratam o próprio universo da banda."

Follow Your Dreams, Slippery, Two Young Hearts, No Time To Sorrow, Another Chance, Run For Reaction, The First Blow, Sons Of Freedom (Wild At Heart), Out Of The Light, What I Need, são as faixas desse trabalho de estréia da banda campineira, sendo que algumas delas já estavam presentes no EP Follow Your Dreams lançado em 2007, e reunia cinco faixas, tendo sido elogiado pela imprensa especializada, tanto do Brasil como na Europa e Japão. Aliás, essa é uma marca forte das bandas brasileiras que tocam Metal ou Hard Rock em inglês: são sempre muito recebidas na Europa e Japão.

Enfim, First Blow da banda Slippery é um CD que merece ser colocado na estante e tocado sempre que se procurar por algo moderno mas com sonoridade oitentista. Muito bem cuidado e pensado nos menores detalhes para soar como uma banda dessa época, como arte da capa mostrando a bunda de uma metaleira com apetrechos típicos e segurando uma dinamite, imagem típica de lançamento de bandas como Scorpions e as citadas. Pode ser simples e sem pretensão, mas é um trabalho de grande apuro técnico, feito por músicos de grande profissionalismo e técnicos idem.

O destaque final para além dos músicos que compõem o "line up" original,é a participação dos tecladistas Leandro Cipola e do grande musico e poeta Marcelo Diniz.  A produção competentíssima de Atila Ardanuy, conhecido pelos seus trabalhos com o Dr. Sin e Anjos da Noite, que segundo a própria banda foi um responsável por criar o clima necessário à sonoridade buscada por eles. A faixa bonus de First Blow, é um cover para "Night Of The Demon", homenagem a uma das maiores representantes do Metal oitentista, a banda britânica Demon.

E finalmente, concordo plenamente com o texto do release da Slippery que afirma que "Muitas bandas contemporâneas tem pecado pela falta de espontaneidade ou pelo pragmatismo das regras que foram criadas para um estilo musical cujo único objetivo sempre foi o de não seguir regras." Exato e preciso, pois o Rock'n'Roll na sua origem tinha por regra não seguir regras. E mesmo que sigamos um caminho que já foi trilhado, podemos fazê-lo de forma diferente daqueles que antes o percorreram. E é esse a meu ver a maior qualidade de "First Blow".

Faixas:
1-Follow Your Dreams
2- Slippery
3- Two Young Hearts
4- No Time To Sorrow
5- Another Chance
6- Run For Reaction
7- The First Blow
8- Sons Of Freedom (Wild At Heart)
9- Out Of The Light
10- What I Need
11- Night Of The Demon (Bonus Track)

Músicos:
Fabiano Drudi (Vocal)
Dragão (Guitarra)
Kiko Shred (Guitarra)
Érico Moraes (Baixo)
Rod Rodriguez (Bateria)

Discografia:
Follow Your Dreams EP (2007)
First Blow (2012)

Internet:
www.slippery.com.br
Contato:
eliton@somdodarma.com.br

10/04/2012

Novo Site da Patrulha do Espaço, Por Barata

"O conjunto foi criado em 1977 por Arnaldo Baptista (ex-Mutantes), juntamente com o baterista Rolando Castello Júnior (que já havia tocado com o Made in Brazil e com o Aeroblus, da Argentina), o baixista Oswaldo "Kokinho" Gennari e o guitarrista irlandês John Flavin (ex-Secos & Molhados). Patrulha do Espaço, (...) estreou no 1° Concerto Latino Americano de Rock, no Ginásio Ibirapuera em São Paulo, em setembro de 1977, tornando-se uma das principais expressões do Rock paulistano e brasileiro das últimas décadas."


O texto acima é a parte inicial do verbete da Wikipédia sobre a Patrulha do Espaço, banda que há trinta e cinco anos entre decolagens, pousos forçados e aterrissagens em terrenos inóspitos, sempre primou pela qualidade de suas músicas e sempre fez questão de ser fiel ao "Sonho eterno de Rock'nRoll", conforme uma de suas próprias músicas. E essa fidelidade ao Rock, ao menos numa terra sem uma base cultural-musical de qualidade, custa caro. Resultado: o Rock no Brasil perdeu essência, qualidade e principalmente o rumo. Poucos exemplos de bandas que realmente tocam Rock. Alguns retornos de "velhos estandartes" e alguns poucos que insistem, persistem e resistem. E entre esses que são "a resistencia do movimento, matando dez leões a cada dia", está a banda comandada Rolando Castello Júnior.


E desde o tal Concerto Latino Americano de Rock que acompanho o trabalho da banda, tendo presenciado apresentações inesquecíveis, como no Ginásio do Palmeiras, ainda com Arnaldo, a inesquecivel apresentação no SESC Vila Nova, com a participação do lendário Manito numa canja ensandecida que culminou com o guitarrista Dudu Chermont espatifando à la Pete Towshend, uma SG azul no palco. Depois disso, a apresentação na Equipe Tarkus, sobre o qual já comentei à exaustão. Fora esses, a abertura para o Van Halen e uma infinidade de outros shows aos quais compareci, sempre procurando acompanhar de perto a carreira dessa banda, que a mim sempre soou autêntica e forte e que, mesmo com suas osclilações de altitude, de volume e frequência, sempre foi fiel aos mais profundos principios essenciais do Rock'n'Roll.


Num determinado momento de 2001, se a memória não falha, passei a ter contato com o Capitão-Maestro da Patrulha do Espaço, à guiza de construir um website para a banda. Naquele momento o site não saiu, mas veio um convite para acompanhá-los em turnês. Foi uma época magnífica, de muito aprendizado sobre o mundo do "show business" e, principalmente sobre as dificuldades de se tocar Rock no Brasil. Uma época de muita adrenalina, muitas discussões ao calor dos espetáculos, mas de profundo enriquecimento humano e cultural. Essa fase durou cerca de três anos, mas mesmo depois continuei a ter contato com Rolando, embora nós dois, portadores de fortes personalidades, estejamos sempre nos estranhando... Mas o mais importante é que, desses "estranhamentos", típicos de pessoas que pensam e reagem, sobrou uma amizade difícil de encontrar no tão falso mundo da música e, principalmente, mundo do Rock.

No final de 2011, Rolando comentou sobre o novo disco, sobre a necessidade de ter um bom site. Aceitei de pronto o convite (pois amigos não pedem, convidam) e comecei a trabalhar no site. Muito trabalho, mas um desejo de colocar ali, além do básico que qualquer profissional da área colocaria, a emoção de estar, de alguma forma não apenas contribuindo para um trabalho no qual eu acredito sinceramente, mas de fazer uma homenagem a todos aqueles que acreditaram e ainda acreditam no "Sonho Eterno de Rock'n'Roll"... Mesmo que "Dormindo Em Cama de Pregos"... Ladies and Gentlemen: www.patrulhadoespaco.com.br .


09/04/2012

Patrulha do Espaço Dormindo em Cama de Pregos



A palavra "faquir", de origem árabe que significa "pobreza" e designava uma pessoa dedicada á exercícios que exigiam alto poder de controle sobre sua própria mente a fim de executar feitos como engolir fogo ou dormir sobre camas de pregos. Os faquires viviam da esmola ou de pagamentos feitos em troca da recitação de escrituras, versos ou nomes santos. Na Índia, os faquires eram confundidos com mendigos.

Agora, o que tem isso a ver com Patrulha do Espaço? "Dormindo em Cama de Pregos", mais recente CD, em realidade um EP que contem quatro faixas inéditas e duas "bônus", é o 20º disco da banda capitaneada pelo baterista Rolando Castello Junior, que desde 2004 não lançava material inédito. Depois de "Missão na Área 13", último de estúdio e penúltimo com a formação anterior que incluía Marcelo Schevano, Luiz Domingues e Rodrigo Hid, a Patrulha lançou apenas um disco ao vivo, "Capturados ao Vivo", gravado no Centro Cultural São Paulo. A atual tripulação que conta com Rolando Castello Jr. (bateria), Marta Benevolo (vocais), Paulo Carvalho (baixo) e Danilo Zenite (guitarra e voz) nunca tinha lançado um disco, mas agora nos brinda com "Dormindo..." que apesar das poucas faixas é uma coleção de musicas absolutamente essenciais. 

"Rolando Rock", é uma espécie de autobiografia de Rolando Castello Junior e "Riff Matador" soa como uma declaração de propósitos da banda. "Maquina do Tempo" e "Estrelas Dirão", uma balada e um Rock básico são as outras faixas inéditas do disco. Quanto às bônus: "Quatro Cordas e Um Vocal", gravada com Schevano na guitarra e vocal e o baixista René Seabra, é uma belíssima e emocionante homenagem ao baixista Oswaldo Gennari, o Kokinho, e Débora Carvalho, vocalista da banda Made In Brazil, que faleceram em 2008/2009. "Rock Com Roll" é uma faixa ao vivo ainda da formação antiga.

Mas a grande sacada de “Dormindo...” é que ele é um CD-Ingresso, ou seja, a compra do CD dá direito ao ingresso em qualquer show da turnê 2012 da banda. Uma idéia que poderia muito bem ser copiada por outras bandas e artistas que reclamam da falta de venda de CDs e da falta de público em shows, pois uma coisa alimentaria a outra. 

"Dormindo Em Cama de Pregos" tem apenas cerca 30 minutos, mas carrega a história de 35 anos desta que é uma das mais importantes bandas de Rock do Brasil, surgida no fim dos anos 1970, uma das épocas mais explosivas e criativas da música mundial, na esteira de festivais históricos, piração e sonho coletivo. A Patrulha do Espaço abrigou músicos do calibre de Percy Weiss, Sérgio Santana, Dudu Chermont, o argentino Pappo, além do citado Kokinho. Todos esses, com exceção de Percy, já falecidos. São 20 discos lançados desde 1979, dezenas de músicos e nenhuma musica nas "paradas de sucesso", nenhuma grande exposição na media, nenhuma venda estrondosa de nenhum de seus discos. Muita batalha, pouco dinheiro; muito talento e um reconhecimento limitado aos fãs mais rigorosos e conhecedores mais profundos. A abertura do show do Van Halen no Brasil em 1983 a convite de Eddie Van Halen e mais nada... Muito, muito pouco! 

Seriam então estes os fatos que nortearam a criação do nome do disco atual? Provavelmente sim, pois as pessoas que, a exemplo de Rolando, que acreditam e trabalham em nome do santo espírito do Rock no Brasil são mesmo autênticos faquires, necessitando de um enorme controle mental a fim de poder sobreviver executando seus exercícios de engolir sapos e dormir sobre camas de pregos. Vivendo praticamente das sobras da mídia e sobrevivendo da "recitação" de suas musicas em lugares cada vez menores. E que no Brasil são confundidos com bandidos... 

Portanto, o nome do disco da Patrulha do Espaço é muito mais que o nome de um CD de uma banda de Rock "feita no Brasil só pra tocar Rock'n'Roll", é um manifesto silencioso, lúdico e penetrante. Entenda quem quiser. E acorde quem não dorme o sono eterno da ingenuidade. 

Nota adicional: tive a honra de, bem antes do lançamento desse disco, escutar as musicas e apreciar o belíssimo trabalho de capa do argentino Adrián Arellano. Uma honraria concedida pelo comandante da Patrulha do Espaço baseado em uma longa história que começou na primeira apresentação da banda em 1977, um show em 79 em que eu quebrei a clavícula, uma vivência como manager de 4 anos á bordo do ônibus Mercedes Benz 1976, o  “Azulão” , onde também escrevia o Diário de Bordo daquelas viagens alucinantes, e que acabou gerando uma amizade pessoal com Rolando e uma participação ativa no lançamento do “.ComPactO”. Recentemente declarado como “Patrulheiro Emérito” e “semi-brother”, nas palavras desse autêntico Herói do Brasil. 

Patrulha do Espaço
Dormindo Em Cama de Pregos
2012 – Independente
Produzido por Rolando Castello Junior
1 – Rolando Rock
2 – Riff Matador
3 – Máquina do Tempo
4 – Estrelas Dirão
Bônus:
1 - Quatro Cordas e Um Vocal
2 - Rock Com Roll

Line Up:
Rolando Castello Jr. (Bateria e Voz), Marta Benevolo (Voz), Paulo Carvalho (Baixo) e Danilo Zanite Guitarra e Voz)





E a partir de 10/04/2012, novo site Oficial da Patrulha do Espaço: www.patrulhadoespaco.com.br 

06/04/2012

Revista-Zine Versus Nº. 2




Acaba de sair da oficina de corte e costura, a segunda edição da Revista-Zine Versus. Lawrence Ferlinghetti, Fabio Sliachticas, Hollywood, Torquato Neto, Patrulha do Espaço, Led Zeppelin, Amyr Cantusio Jr; Universo Expandido, Ultraje à Rigor, Vitória, Barata, Uganga, Viegas Fernandes da Costa, Jane Birkin e.. Puta... Muita puta. Aviso: Esta edição está cheia de Puta!
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Para pedir: (12,00 - Correio Incluso) http://www.abarata.com.br/revistas.asp?secao=R&registro=1


03/04/2012

Dormindo em Cama de Pregos e Dando Murro em Pontas de Facas??? Os Dois??


Carta-Desabafo de Rolando Castello Jr.


-------Mensagem original-------

De: Patrulha do Espaço
Data: 3/4/2012 01:44:16
Para: Luiz Carlos Cichetto
Assunto: Depois das 11.

Bro, aqui estou eu, escrevendo sem vontade de escrever. 
O saco tá cheio demais, parafraseando a letra de Riff Matador
"Matando dez leões a cada dia, sou o otário do movimento"
Está difícil ser otimista, está tudo muito chato, esse país definitivamente e o país caranguejo, anda de lado ou pra trás.
Como dizia o Jânio.."as forças ocultas" será que aquele bêbado filha da puta já sabia de algo, De Gaulle realmente sabia e sociólogos á parte o francês mandou bem, sacou direitinho a idiossincracia do nosso povo com a famosa frase "este não é um país sério" e falou na cara dos homens, mas também o franchula era general, presidente, herói de guerra, que é que ia peitar.
E nós?
Não somos generais, nem presidentes, somos apenas heróis de guerra, de uma guerra mais suja. que aquelas que se travaram por aqui nos anos 60, ao menos aqueles abnegados sabiam quem era o inimigo.
Nós não, os inimigos estão sempre disfarçados de amigos ou travestidos de rockeiros, enquanto isso os gringos velhos vem todos tocar por aqui, enquanto nós continuamos sonhando, agora o sonho é em ser um gringo velho.
O problema não é suportar a ineficiência e incompetência do brasileiro, aí incluo povo e estado, esses habitantes da sexta economia do mundo conseguiram acabar com qualquer resquício de bom gosto cultural, então o que dizer do demais.
Nada funciona.
Enfim deixemos as reclamações de lado, afinal deve haver algo de muito errado conosco, afinal o Rogers Waters, Paul McCartney, Creedence, Focus e Michel Teló, não devem estar errados quando dizem, this is a beatiful country and you all are wonderful and tanx for your dollars.
Amanhã (hoje) é outro dia e tenho que lançar (?) um disco e terminar um sitio (cansei da palavra site) espero acordar com toda a raiva renovada, só assim pata ter forças e seguir adiante, um Dramin também ajudará para não ficar enjoando com tanta esculhambação.
Abraço.

Rolando Castello Junior
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De: luiz.cichetto@gmail.com
Data: 3/4/2012 03:06:32
Para: Patrulha do Espaço Patrulha do Espaço
Assunto: Res: Depois das 11.

É, meu amigo, simplesmente certo, infelizmente certo. Seus sentimentos são justos, claros e verdadeiros. Muito do que falas eu também tenho esperneado, nas minhas poesias, programas de radio etc. Mas quem nos escuta? Falamos literalmente com paredes. Corremos na madrugada e batemos em teclas repetidas, mas sem eco e sem retorno. Saco cheio, sim... Nós nos sentimos assim: "otários do movimento". Mas, bro, entende uma coisa dolorosa: não existe mais movimento. As pessoas foram todas pra casa e apenas "curtem" (na nossa época esse verbo tinha outra conotação) no Facebook. Ninguém quer saber o que pensamos e o que sentimos. Não espere um consolo ou algo piegas e barato do tipo, "não, não é nada disso!". É isso sim, o Rock acabou e tudo aquilo que ele pregou, tentou, buscou. Somos dois velhos ranzinzas acreditando em sonhos que infelizmente cada vez menos sonham junto. A Marta está certa: não existe a Maldição da Patrulha... Existe a maldição do Rock... Uma mandinga feita com extrato de ignorância, dois dedos de hipocrisia e um copo cheio de vaidade... Os verdadeiros artistas do Rock no Brasil estão mortos ou apodrecendo vivos, sem feder... à mingua, enquanto gringos e telós e belos fazem a festa do latino... No apê ou na puta que o pariu. O brasileiro é um chupador de bolas, de todos os tamanhos e calibres... Estou farto também, bro! Muito mesmo. Nós lutamos, nos fodemos.. E daí? alguém quer saber disso? 
Feito um idiota escrevo minhas poesias, banco meu sitio (também prefiro essa grafia) E ninguém, absolutamente ninguém dá a menor bola... Será que precisamos morrer para sermos considerados heróis???  Esses desabafos são legitimos, decentes e corretos. E acaso queiras um parceiro, ou seja alguém que comunga dos teus mesmos sentimentos, leia/veja/escute os poemas e textos que coloquei recentemente... Os videos porno-poéticos.. É isso ai... Tudo lá...
E bem depois da 11, e sempre depois, pode esperar, estou sempre... Amigo!
E uma coisa ainda podes contar: estamos nessa juntos, sou um bosta sem dinheiro, uma merda de um poeta cheio de rugas que anda com o saco cheio da merda do mundo.. Mas sempre vou estar, antes e depois das 11, de braços dados com os verdadeiros companheiros, amigos de fato e de direito. E pra terminar: eu ainda acredito no seu sonho, ainda acredito, sim! E foi por isso que me propus a ser a midia, de fazer acontecer o sitio... Sim, estamos todos dormindo em camas de pregos... 
PS... Seguinte: quero lhe pedir - e não aceito não por resposta - para publicar esses desabafos no meu blog, afim de que algum incauto, ou algum sonhador imbecil feito nós, saiba... Para que conste na "capsula do tempo" esses gritos.. Para que alguém no futuro, que pode ser daqui a 5 minutos, ao abrir tome um susto com os gritos...

Abraço
Luiz Carlos "Barata" Cichetto