O CONTEÚDO DESTE BLOG É ESPELHADO DO BLOG BARATA CICHETTO. O CONTEÚDO FOI RESTAURADO EM 01/09/2019, SENDO PERDIDAS TODAS AS VISUALIZAÇÕES DESDE 2011.
Plágio é Crime: Todos os Textos Publicados, Exceto Quando Indicados, São de Autoria de Luiz Carlos Cichetto, e Têm Direitos Autorais Registrados no E.D.A. (Escritório de Direitos Autorais) - Reprodução Proibida!


25/04/2012

Loyce o Os Gnomos - Lisérgico, Hard, Distorcido


Loyce o Os Gnomos
O Despertar dos Mágicos - Compacto Duplo - 1969
Luiz Carlos "Barata" Cichetto

Uma das coisas mais barulhentas, sujas, cruas e psicodélicas dos primórdios da história do Rock Brasil, com certeza tem um nome: “Loyce o Os Gnomos”. Pouquíssimas informações são encontradas sobre o conjunto, mesmo assim desencontradas. Mas, peneirando o material encontrado ali e acolá, na Internet, chegamos ao seguinte: os nomes dos integrantes eram: Loyce, Massaro, Fael (Raphael, o guitarrista), Nilo e Padulla. Algumas fontes falam que eram da cidade de Ribeirão Preto, mas o mais certo é que seriam de Limeira, também no interior de São Paulo. Nada além disso. Alguns comentários em um vídeo postado no You Tube dão uma pista de que hoje os músicos estejam afastados totalmente do ambiente musical.

Em 1969 lançaram um único registro, um compacto duplo, que tinha o titulo de "O Despertar dos Mágicos", por uma gravadora chamada Do-Re-Mi. A sonoridade que encontramos nas músicas é um raivoso Garage Rock, com muita distorção, microfonia, e uma faixa de puro Heavy: "Que é Isso". Certamente são uma das cosias mais raras e criativas do Rock Brasileiro. O nome do disco claramente inspirado no livro homônimo da dupla Louis Pauwels e Jacques Bergier, que na época era leitura obrigatória a Hippies e Freaks e é considerada uma das maiores obras do Realismo Fantástico. Na contracapa do compacto, além de informações técnicas um texto de agradecimento que inclui Tom Zé.

O compacto foi relançado pela Valeverde Records, em edição limitada e numerada de 500 cópias, vendidas a 12 dólares e algumas das musicas constam da coletânea "Brazilian Guitar Fuzz Bananas: Tropicalista Psychedelic Masterpieces 1967-1976", organizada por Joel Stones, brasileiro dono de uma loja em Nova York, especializada em raridades da nossa era lisérgica.

Músicas do Compacto Duplo:
1.1 - Era Uma Nota de 50 Cruzeiros
1.2 - José João ou João José
2.1 - Que é Isso?
2.2 - A Jardelina Querida ou Coletivo



24/04/2012

Rockbitch: Sexo e Rock Debaixo da Saia da Rainha


Rockbitch: Sexo e Rock Debaixo da Saia da Rainha
Luiz Carlos "Barata Cichetto


A Rockbitch foi decerto uma das bandas mais chocantes e escandalosas da história do Rock. Tão chocante e escandalosa que terminou por pressão da própria Interpol Inglesa que não via com bons olhos, nem ouvia com bons ouvidos literalmente, as estripulias eróticas das inglesas no palco ou fora dele, bem debaixo da saia da Rainha. 

Formada por um grupo de músicos do sexo feminino a partir de uma comunidade de sexo composta de muitas pessoas além dos integrantes da banda. Nessa comunidade, que tinha apenas três membros do sexo masculino, todas as mulheres eram lésbicas ou bissexuais e não havia casais monogâmicos exclusivos. Baseada na França desde 1998 a comunidade era o sonho de Amanda de criar uma comuna feminista baseada no sistema matriarcal-tribal onde as mulheres podiam explorar a sua sexualidade e psique. A maior parte delas, incluindo a líder Amanda, era de expatriadas inglesas.

“Inicialmente a banda foi usada como órgão de recrutamento para essa comunidade, até que um número expressivo foi alcançado. Em seguida, começou verdadeiramente o processo interno, particular da descoberta, crescimento e inspiração que levam à expressão pública externa que viria a se tornar a face esotérica desse estilo de vida", afirma Amanda. Segundo perspectiva própria, a Rockbitch expressava um estilo de vida pagão, pró-sexo, utópico-feminista, um míssil retórico que usa da musica como interface de um ritual de sexo. "Besteira pretensiosa, plano de marketing, ou a verdade?", Pergunta a fundadora e lider da banda, a baixista Amanda, autodenominada "The Bitch", ou seja "A Cadela".

A Rockbitch foi formada em 1992 com o nome de Red Abyss pela baixista Amanda. Ainda em 1992 lançaram um disco "Luci's Love Child". Mudaram o nome para Rockbitch quando o único integrante homem da banda foi substituído por Jo. Musicalmente, a banda sofre influencias diversas como o Jazz, o Funk e o Rock. A cantora Julie, por exemplo, afirmava ser fortemente influenciada por Janis Joplin. Em 2000, a guitarrista original, Tony, conhecida por "The Beast" sai e em seu lugar entra Alexandra ("The Babe").


Os espetáculos da Rockbitch eram marcadas por performances eróticas explicitas, com as integrantes nuas ou seminuas fazendo sexo oral, urinando umas nas outras, enquanto a banda tocava um Rock frenético que misturava gêneros que iam do Rock mais fundamental ao Metal, passando pelo Punk. 

Além das encenações durante os shows, elas criaram o "The Golden Condom" uma espécie de "Oscar do Sexo", onde, em determinado ponto do show, convidavam alguns espectadores, homens ou mulheres, a subir no palco e praticar sexo com algumas das integrantes. Claro que com esse tipo de performance elas encontraram muitos problemas com as autoridades de inúmeros países, particularmente em sua terra natal, a Inglaterra, bem como na Alemanha, Noruega e outros países. Mas particularmente na Holanda, país com uma mentalidade extremamente avançada, o publico lhe era extremamente simpático e as autoridades não lhes causavam problemas.


Ativistas, os membros da banda emprestaram suas vozes para as questões feministas e sexuais e foram as vencedoras do prêmio anual no Sex Maniacs Ball fundada por Tuppy Owens, sendo que ícones como Annie Sprinkle e Betty Dodson expressaram abertamente sua admiração por sua política sexual, da sexualidade feminina aberta como uma parte saudável da natureza humana. 

Apenas em 1999 foi gravado o primeiro e único disco de estúdio da Rockbitch: "Motor Driven Bimbo" pelo selo independente alemão Steamhammer. As gravações anteriores eram gravações caseiras ou feitas por pessoas das platéias onde se apresentavam. O disco saiu, mas elas também deixaram a gravadora, mesmo com o sucesso em vários países, como o Japão. Um segundo disco chamado "Psychic Attack" que destacaria a canção "I Wish I Were" escrita pela poeta americana Erzsebet Beck nunca foi lançado.

Após pressão contínua da Interpol Inglesa por seus temas e performances sexualmente fortes, a Rockbitch termina em 2002, sendo objeto do documentário "Anna in Wonderland" de 30 minutos da BBC no mesmo ano. Um outro, de uma hora, "The F-Word – This is Rockbitch", foi transmitido no Canal 5 no Reino Unido em 2003.

Em 2005, todo o line-up do Rockbitch ressurge sob o nome de "MT-TV". Mas era apenas um projeto musical, sem nenhum traço das performances sexuais do antigo Rockbitch, embora conservasse as teatralizações de palco. Depois de uma turnê pelo Reino Unido naquele ano, excursionaram aos EUA. Em 2006, Amanda e Jo formaram a banda Syren com a cantora e escritora Erin Bennett in 2006. Em Janeiro de 2012, a baterista Jo morre, vitima de câncer de mama. Extremamente abalada pela perda da amiga de longa data, Amanda decide encerrar sua contribuição a musica e passa a se concentrar em sua vida pessoal.

Em Abril de 2012, Erin lança um disco solo intitulado "Never Give Up The Fight" . A faixa é colocada em "download" e toda a renda auferida é destinada ao "Breast Cancer Care".  Erin continua com a Syren reformulando a banda com novos músicos chamando a ex-Rockbitch Sex Magick Priestess, Suna Dasi para fazer os coros.

Formações:
• Julie Worland: Vocal
• Luci: Guitarra
• Amanda Smith-Skinner: ("The Bitch"): Baixo
• Nikki: Piano, Flauta
• Joanne Heeley: Bateria
• 'Babe' (Alexandra): Guitarrra, Côros
• 'Beast' (Tony): Guitarra em "Motor Driven Bimbo"
• Chloe: Sex Magick Priestess
• Kali: Sex Magick Priestess
• Suna Dasi: Sex Magick Priestess

Discografia/Filmografia:
• Luci's Love Child (como Red Abyss) (1992) (Eurock)
• Rockbitch Live In Amsterdam (1997) (Crystal Rock Syndicate)
• Bitchcraft (Concerto e Documentário - Vídeo - 1997) (Proibido no Japão e EUA)
• The Bitch O'Clock News (Reportagens e Video Clips, 1998) Feito por Fãs nos EUA e Japão
• Motor Driven Bimbo (1999) (Steamhammer)
• Psychic Attack (2002) (Não Lançado)
• Sex, Death and Magick (Concerto e Documentário - Vídeo, 2002)

<

Site Oficial: http://www.rockbitch.com

The Ladybirds: A Primeira Banda Feminina de Topless do Mundo


The Ladybirds: A Primeira Banda Feminina de Topless do Mundo
Luiz Carlos "Barata" Cichetto


Muito antes das cenas explicitas de sexo invadirem os palco com o pessoal do Fuck For Forest, muito antes de a baixista inglesa Amanda mostrar seu Rockbitch que incorpora cenas de atos sexuais e rituais pagãos e bem antes de Cynthia Witthoft ser presa por coprofagia e destilar sacanagem em discos de Metal, existiu uma banda feminina, ainda nos cândidos anos de 1967 chamada The Ladybirds. "As Joaninhas", em bom português, tinham características muito diferentes das outras bandas da época, pois suas integrantes tocavam de "topless", isso é sem a parte de cima das roupas, exibindo e balançando fartos e volumosos seios.


As informações sobre essa precursora  genuína do Rock em termos de "meter os peitos" literalmente, são muito vagas e desencontradas. Algumas informações dão conta de que são de Nova Jersey, outras que se trata de uma banda inglesa. Segundo Martin Hoyem no livro "American Ethnography", a banda foi formada em São Francisco por Davey Rosenberg, que mais tarde lançaria ainda outra banda, The Hummingbirds. Um dos poucos registros de uma apresentação das Joaninhas de Topless são no "The Granary", em Bristol, Reino Unido, em Março de 1973, e embora algumas referencias digam que essa banda seria sueca, é bem provável que se trate mesmo das nossas “amigas do peito”, as Joaninhas americanas, em turnê européia. Um cartaz do "Chez Paree", anuncia a apresentação das nossas “mulheres de peito” em 12 de Outubro de 1968, como "A Primeira Orquestra Feminina Topless do Mundo". 



Sobre essa apresentação das Ladybirds no The “The Granary”, um dos fatos com maiores detalhes da história das nossas heroínas. Em Março de 1973 The Ladybirds tinham fechado para tocar uma semana no Country Club Webbington, próximo a Bristol. Contataram o The Granary e perguntaram se poderiam fazer um show. E como eles queriam realizar uma seleção do material de um gênero mais Rock aceitaram. E assim as The Ladybirds entram no palco com suas roupas de costume, ou seja, apenas com a parte de baixo dos biquínis.  "Achamos que valeria a pena tentar (apenas para fins artísticos). Elas não eram musicalmente muito boas, mas ninguém parecia se importar com isso. As meninas foram muito bem recebidas. Um dos espectadores da primeira fila, que se contorcia o tempo todo, fugiu com o biquíni de uma das integrantes como troféu. Ela ficou chateada porque era parte da roupa que precisava para seu show no dia seguinte no Webbington. O jeito foi recorrer a jaqueta de couro branco e improvisar a parte faltante."


Aumentando mais ainda a confusão sobre "The Ladybirds", um grupo totalmente vestido com o mesmo nome abriu para os Rolling Stones em 1968.  Existem ainda referencias à elas, ou outra banda com mesmo nome, abrindo a apresentação para os Yardbirds (8 de Setembro de 1968 - Fjordvilla Clube Paramount, Roskilde, Dinamarca). Naquele mesmo ano, foi lançado o filme "The World, Wild Wild de Jayne Mansfield" que incluía um clipe da banda tocando no Clube Blue Bunny em Hollywood. O fato é que a banda se apresentou muito e fez grande sucesso nos cassinos de Lãs Vegas. 


Um nome tão pouco original sempre irá suscitar confusão e, existiu também outro grupo feminino britânico, estas totalmente vestidas, que apareceu em 60 episódios de "The Benny Hill Show", entre 1968 e 1991, formada por Maggie Stredder, Marian Davies e outras. Em 2007, em Indiana surgiu um outro grupo, também com as tetas cobertas, mas com o mesmo nome, formado por Jaxon Swain e Sarah Teeple, com uma proposta de "based retro garage band". O grupo gravou dois discos: Whiskey and Wine, 2007 e Shimmy Shimmy Dang, 2011.



Mas as nossas pioneiras dos peitos a mostra, ao que consta, gravaram apenas um único compacto, em 1967 com a musica "Yes I Know". Se é que o aúdio postado no You Tube, sobre uma foto delas é correto. Quando aos nomes das integrantes, nenhuma informação. As fotos e cartazes da época mostram dez peitos, ou seja, cinco integrantes (duas guitarristas, baixista, baterista e tecladista), embora algumas fotos mostrem apenas quatro pares de peitos. Claro que ao final, permanece uma questão: quem eram aquelas Joaninhas de peitos à mostra, que atualmente devem ter estar aí com cerca de 60 anos de idade ou mais? Seriam hoje doces vovós que escondem dos netinhos um passado em que foram "A Primeira Banda Feminina de Topless do Mundo"?



Principais Referências Bibliográficas
- http://www.thegranaryclub.co.uk/2009/07/06/851/
- http://transversealchemy-raw.blogspot.com.br/2011/10/introducing-ladybirds.html?zx=15e9b767bbf34873
- http://www.burlesquebabesshop.com/2009/06/ladybirds-band-worlds-1st-topless-all.html


20/04/2012

Não Haverá Outro Amanhã - Jack Santiago & Project Dragons

Jack Santiago foi cantor do Harppia e da banda Thelema. Apaixonado por quadrinhos e por Rock'n'Roll. Segundo conta Gabriel Fox, mentor e guitarrista do Project Dragons, Jack tinha essa musica guardada  há muito tempo e ninguém interessando em trabalhá-la. Notem a letra abaixo, um libelo pela humanidade, um grito contra a desesperança, contra o caos de escurece as mentes e os corações dos seres humanos, perdidos dentro deles próprios.

Não Haverá Outro Amanhã
(Jack Santiago)
Project Dragons

Vejo o caos por todo o país e em volta do mundo
Não há paz em nenhum lugar pois só reina o absurdo
Onde iremos então parar no meio do caos?
Não podemos deixar reinar em meio ao caos

Não haverá outro amanhã pra buscarmos uma saída
Conveniente para a paz
Só com o sol de uma manhã expurgando a ferida
Deste caos em prol da paz

Falta amor e compaixão pra mudar este mundo
Não, não há como saber se conter ante tudo
O dinheiro a escorrer pelas mãos desses muitos
E os poucos a governarem em meio ao caos

Não haverá outro amanhã pra buscarmos uma saída
Conveniente para a paz
Só com o sol de uma manhã expurgando a ferida
Deste caos em prol da paz

Nós vamos resistir, pode algum nos irá coibir
Vamos saber sentir, nada irá nos fazer desistir

Precisamos realizar uma obra perfeita
Não importa o quanto tenhamos que ainda lutar
Muita garra e muita luz pra mudar este caos
Haverá um novo mundo pra se amar

Não haverá outro amanhã pra buscarmos uma saída
Conveniente para a paz
Só com o sol de uma manhã expurgando a ferida
Deste caos em prol da paz

Manual de Consulta Sobre Mim Mesmo


Manual de Consulta Sobre Mim Mesmo
(Texto de Introdução a "Barata: Sexo, Poesia & Rock'n'Roll - Uma Autobiografia Não Autorizada")
Luiz Carlos "Barata" Cichetto

Queria tanto falar sobre os livros que li, durante a maior parte do tempo, em um tempo que passou por cima de minhas costas feito um elefante de ferro. Foram milhares, estou certo. Mas deles pouco recordo, apenas títulos e autores. E não deveria ser assim, dos livros deveríamos lembrar tudo e esquecer os autores. É a prova de que estão errados aqueles que pregam que o que importa é a obra e não o autor. A vaidade humana é maior que tudo e nos restam apenas os nomes, sejam eles sob a forma de títulos ou autores de livros, discos, casamentos, transas... Ficam nomes, somem histórias e idéias. As pessoas morrem, as idéias não? Ficam frases soltas, foguetes lançados ao espaço, nomes de filmes... Nomes, nomes, nomes... Nomes são títulos e títulos são chagas.

Enfileirados nas estantes, os livros mostram apenas os títulos e os nomes, mas sua alma permanece escondida. As estantes mostram nomes, apenas e nos contentamos em olhar os títulos dos livros que lemos um dia... Ou que nunca leremos. Livros perfilados numa estante, pessoas perfiladas nas ruas. Os livros na estante exibem nomes nas lombadas, mas as pessoas não exibem seus nomes nos rostos. São anônimos, sem nomes nem títulos. Dentro delas, escondidas, guardas, fechadas como em um livro guardado na estante, as histórias e as idéias. 
Porra, não somos nomes nem títulos, somos histórias e idéias, somos livros, somos discos. Mas, espremidos feito livros em uma velha estante de madeira, com a lombada rota onde não se podem ler nem nomes nem títulos, ficamos parados, inertes e sem utilidade. 

Acaso, como nos personagens do livro Farenheit 451 de Ray Bradbury, somos todos Homens-Livro, cada um lembrando um pedaço de um livro? Sim, guardamos dentro de nossas páginas histórias alheias, e por horas, do mesmo jeito que um livro tem gravado em si histórias dos outros e não conhece sua própria história, nos esquecemos de nós, de nossas histórias e contamos aquelas que nos contaram, que escreveram em nossas páginas. Somos sim, Homens-Livro, guardando pedaços de histórias alheias. E portanto urge, que cada ser humano escreva seu próprio livro, contando sua história e suas idéias, para que ela não conste apenas nos outros livros de histórias alheias. Escritas da forma que quiserem. 

E é esta a razão principal de eu ter escrito minhas memórias, que eu chamei de "Autobiografia Não Autorizada".  Porque minha própria história e minhas idéias, dentro da minha mente que envelhece, cansada, começa a ser apagada, como um velho livro em que as letras começam a sumir. E não admito que outros contem minha história em suas páginas, porque a cada ser humano é sua própria história e suas próprias idéias. Nem bem, nem mal, apenas... Histórias e Idéias.

E quem sabe, num futuro próximo, quando eu não lembrar mais de mim, de minhas histórias e de minhas idéias, possa a esse livro recorrer, como um manual de consulta sobre mim mesmo.

20/04/2012