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21/08/2012

Como Eu Crio Minha Poesia?


Como Eu Crio Minha Poesia?
Resposta a Uma Enquete de Claudio Willer
Luiz Carlos Barata Cichetto

A pergunta do poeta é muito pertinente, eu mesmo a fiz. Falaria ele da criação como ato físico de escrever uma porção de letras, umas grudadas às outras, com espaços, formando linhas chamadas de versos, com ou sem rimas? Ou deseja ele saber sobre o ato mental da criação? Ato mental sim, pois deixemos dessa balela inútil de poesia criada com o coração. O coração não cria nada, é um músculo. "Ih!" - o poeta retruca – “Começou mal esse aí, falando mal do coração, especulando com a ciência em lugar da emoção. Poeta que é poeta sabe que a poesia está no coração!" Mas eu garanto, que depois de umas mil delas escritas, que nenhuma brotou do coração. Ah, sim, o coração acelera quando cometo meus poemas. Mas isso é apenas porque o trabalho cerebral intenso necessita de maior quantidade de oxigênio. Tal como no sexo. Deixemos então de bobagem, deixemos o coração quieto, poupemo-lo do infarto. Ah, meu amigo poeta, ainda desejas saber como eu crio minha poesia? E eu a crio com o suor do trabalho duro que alimenta minha boca, com o sangue que escorre das porradas que tomei, com o esperma que (não) derramei pelas putas que não amei ou não me amaram. Minha poesia eu crio com as dores nas costas e nos pés de caminhar a pé por ruas que nunca terminam, por ônibus que nunca chegam (ou nunca levam a lugar nenhum). Minha poesia eu crio com os litros de bebida barata que tomo para espantar o frio e me fazer esquecer que a poesia é a maior culpada do teto que eu não tenho, do dinheiro que não ganhei, das noites que fico sem dormir, do respeito que não tive.. E finalmente, querido poeta, minha poesia eu crio com as lágrimas da tristeza em saber que minha poesia permanece ainda relegada ao quinto plano enquanto menininhas mimadas e moleques com pose de rebeldes tomam meu lugar. As lágrimas da incompreensão. Portanto, minha poesia é um processo químico, matemático. O mesmo que gera a dor, o cansaço e a ira. O coração, ele não tem nada a ver com isso.

A Ciência da Poesia
Luiz Carlos "Barata" Cichetto

Penso eu agora que a Poesia é a mais pura matemática
Arte concreta a somar emoção com regras de gramática
Mas ainda calculo solene olhando o meu verso
O tamanho da Poesia em relação ao Universo.

Seria a Poesia a métrica, uma fria e exata ciência
Ou seria Ela um estado alterado de consciência?
Inspiração ou conhecimento, a adição da cultura ao talento
Ou alucinação, percepção modificada por falta de alimento?

Seria, pergunto porta escancarada de uma alma liberta
Ou apenas a fresta de uma janela que nunca foi aberta?
Oh céus, seria então a Poesia manifestação mediúnica
Sendo então de tal forma de autoria exclusiva e única?

Penso enfim que de qualquer origem, forma ou trajetória
Sendo feita da ciência, do cálculo ou da arte premonitória
Sem negação existe a Poesia e é o que importa, afinal
Porque sem Poesia não existem ciências e ponto final.

5/12/2009
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NOTA ADICIONAL: O TEXTO ACIMA FOI ESCRITO COMO UMA RESPOSTA A UMA ENQUETE CRIADA POR CLAUDIO WILLER E DIVULGADA NO FACEBOOK. ATÉ O FINAL DA NOITE A POSTAGEM FICOU LÁ, MAS NA MANHÃ TINHA DESAPARECIDO. QUESTIONEI O SR. WILLER QUE SIMPLESMENTE NÃO RESPONDEU O PORQUE DA MINHA POSTAGEM TER SIDO SUMARIAMENTE REMOVIDA. AGORA EU ENTENDO PORQUE CERTAS COISAS NÃO ACONTECEM. A POESIA TEM DONOS... E EU SOU APENAS POETA.

20/08/2012

O Sofá-Cama Vermelho (Ou As Mulheres Preferem os Espertos)

Ugo Rho -  Naked Woman On a Red Sofa - http://www.celesteprize.com/artwork/ido:73764/

O Sofá-Cama Vermelho (Ou As Mulheres Preferem os Espertos)
Luiz Carlos Barata Cichetto

Nunca fui esperto! Desde garoto. Tinha colegas de escola espertos, colegas de rua espertos. Mas eu mesmo, nunca fui esperto. E eram eles, os espertos da escola que batiam em mim e nos outros também não espertos. E os da rua, esses me escalavam como goleiro do time, mesmo que apenas um par de tijolos bastasse. Mas eu não tinha inveja dos espertos, tinha raiva. Poderia ter inveja, porque eles sempre conseguiam garotas e eu não. Mas não tinha inveja, tinha ódio mesmo. Porque eles trapaceavam, colavam em provas, amedrontavam professoras - apesar de muitas se sentirem atraídas e seduzidas por eles. Eram violentos, sacanas e além de zombar dos mais pobres, feios e sujos, eram malvados, mesmo. Geralmente os espertos tinham mais dinheiro, mas isso não era regra, pois conheci muitos espertos pobres.

Quando cresci em tamanho e idade, era o maior da turma, mas nem por isso me tornei o mais esperto. Não sabia ser e por momentos tive raiva de mim por não ser. Queria as vezes ser como eles, se divertindo com tudo na vida, trapaceando e levando sempre vantagem em todas as situações, comendo todas as virgens e putas da escola e da rua. Mas eu não sabia ser esperto. Não conseguiria mesmo, mesmo que quisesse. As meninas gostavam dos espertos, se sentiam protegidas por eles.. Protegidas? Era o que elas passavam, que tinham medo e os espertos as protegiam. Mas medo de quem, se eram eles, os espertos, os violentos, trapaceiros e até mesmo estupradores? Seria medo dos não-espertos como eu? Ah, realmente nunca entendi as mulheres...

Não, eu nunca fui esperto, e sequer era bom em nenhuma espécie de esporte físico. Era uma lástima em futebol, basquete, handebol, qualquer um. Sempre achei que os esportes exigiam, além de preparo e aptidão físicas, uma certa dose de esperteza... E não acredito que essa opinião tenha mudado, porque todos os esporte competitivos exigem, sim, uma grande dose de esperteza, de malandragem.. Mas eu ia bem na escola, era o melhor da turma e, quando descobri que dentro de um antigo sofá-cama, existiam livros e revistas, me tornei não esperto, mas algo que os espertos de qualquer natureza ou forma nunca poderiam ser:  um ser pensante. Desde "O Magistrado" e a biografia de Alexander Hamilton, herói da independência americana do norte, os primeiros livros com cheiro de mofo e lotados de traças que encontrei no bojo naquele sofá-cama vermelho nunca mais parei.

Mesmo que de família pobre, nunca coloquei empecilhos a adquirir livros, andando quilômetros a pé para fazer entregas, deixando de comer lanche na escola e mesmo de ir ao dentista, para guardar o dinheiro e comprar livros e depois discos e revistas. Era meu tipo de esperteza, acredito. Mas sempre fui solitário e tímido, e nenhuma pessoa com essas características é um esperto. Espertos precisam estar em grupos para, ou criar escudos protetores às suas ações, ou para ter uma platéia que as aplauda. Espertos são egoístas na essência. 

Mas minha falta de esperteza, aliada à timidez causaram grandes danos à minha cabeça. Eu era o sujeito que não comia ninguém, que sempre pisava nos pés das garotas nos bailes, que nunca ia a festas. Não era mesmo nem um pouco esperto e as mulheres sempre gostaram dos caras espertos. Eu nunca entendi mesmo as mulheres e só me restava ir em busca das putas. Estas sim, embora também gostassem dos espertos da mesma forma que as meninas das escola, eram mais tolerantes com os não espertos. E estes tinham e lhes davam aquilo que os espertos jamais poderiam lhes dar: atenção e carinho. Sim pois espertos não dão atenção e carinho a ninguém a não ser a si próprios. E a elas eu era não esperto, mas especial, com minhas histórias lidas nos livros, com minhas poesias, com meus carinhos gratuitos. E era o que no fundo elas mais queriam: algo gratuito, pois dinheiro elas recebiam pelo sexo com os espertos. Comigo, o eterno não-esperto era de graça, éramos de graça.

A partir de então, devorando livros e discos, nunca mais parei de pensar, de buscar ser  melhor a mim mesmo, e portanto melhor àqueles que comigo convivessem. Mas, os espertos e as espertas estão por toda parte. E tive mulheres espertas, que zombaram de mim, que me trairam, que me violentaram com suas mentiras. Eu nunca fui mesmo esperto e me quedava ao silêncio das minhas poesias, que eram rasgadas, me quedava ao silêncio da leitura, que era quebrada por gritos. Nunca fui esperto.... E realmente nunca entendi as mulheres... Que sempre preferiram aos espertos...

Realmente, nunca aprendi ser esperto. Agora que passei dos cinquenta anos então... Aqueles amigos de escola e de rua, sempre espertos estão por aí, sempre mais espertos. Criaram uma prole de crianças espertas e estão dominando o planeta com sua esperteza. São a maioria no mundo, e como apregoa um antigo dito popular "o mundo é dos espertos". 

Quanto a mim, continuo a não ser esperto, não existe mais o sofá-cama vermelho, muitos dos meus livros foram perdidos e outros achados. E continuo a não entender porque não apenas as mulheres preferem os espertos.

19/08/2012

O Suprassumo do Superestimado


O Suprassumo do Superestimado
Minha Lista dos 11 Mais (ou Menos?) 
Luiz Carlos Barata Cichetto

É muito comum pedirem a pessoas, especialmente aquelas que têm um certo renome para que façam listas, de preferência com dez itens (porque 10? Numero redondo?) das coisas que mais gostam. Com pessoas relacionadas a musica, então, as listas dos "Dez Melhores Discos" é comum. O intuito é muito menos saber do que o tal renomado ou renomada gosta, mas com isso influenciar o público alvo.

Acredito que até eu mesmo tenha feito essas listas a pedido de alguém. Um blog que tem uma rádio um dia pediu uma lista minha com 500 (sim, quinhentas) musicas consideradas clássicos do Rock... Mas no fundo, essas listas são completamente idiotas e inúteis. Listas são necessárias a compras de supermercados e festas de casamento.

Mas não resisti a uma idéia de montar uma lista não com as melhores, mas com as piores, e não com 10, mas com 11. Então, seguidas dos comentários explicativos, minha lista dos artistas mais superestimados. A minha lista contem: os mais pedantes, prepotentes, pomposos, patéticos... Ou seja, para continuar na letra "P", Os Onze Mais Pau no Cu!... Lista 1 - Brasil.

Não desejo influenciar ninguém, muito menos mostrar que sou “do contra”, como muita gente pode pensar. Essa “lista” é bem conhecida daqueles que acompanham meu trabalho. Apenas não sou parte integrante de uma massa burra que aceita o que é imposto “pela ditadura das massas”.

A lista não segue nenhuma ordem de preferência e é acompanhada no final por um disco com a indicação "Suprassumo do Superestimado", um disco que ninguém deve, em hipótese alguma escutar.


1. Elis Regina - Uma das mais chatas, insuportáveis e pretensiosas cantoras brasileiras. A panela da elite da Musica Popular Brasileira a elegeu como grande cantora, mas seus berros deixavam qualquer gralha com inveja. Só consegue berrar. Não bastasse isso, morreu de overdose e se tornou mito, deixando ainda um legado mais chato, insuportável e pretensioso que ela própria, sua filha Maria Rita.

Suprassumo do Superestimado: "Falso Brilhante". (Esse disco lançou a carreira de Belchior, outro que merecia estar nesta lista, mas por falta de espaço não coube. Segundo a Wikipedia: "um dos discos mais representativos da MPB.".. Então realmente estamos mal de representatividade.

2. Caetano Veloso - Até por volta de 1980, quando lançou Bicho Baile Show, Caetano era um ser pensante, ativo, inteligente. A partir dai, acredita-se que com medo da idade que chegava, passou a se portar como um adolescente insuportável e ranheta. A roupa cor de rosa não combinava mais e suas posturas menos ainda. Fez algumas, poucas, musicas interessantes desde então, mas suas declarações se tornaram piegas e ridículas. Caetano não soube envelhecer e ainda quis posar de roqueiro ao lançar um disco chato ao extremo.
Suprassumo do Superestimado: "Bicho" (A pior bobagem discografica que um musico poderia lançar. "Tigresa" "Leãozinho" são pura frescura autobiográfica de um artista que chegou ao fundo do poço criativo e agora se debate para sair, mirando na água abaixo dele pensando que espelho...”Narciso acha feio o que não é espelho”?.


3. Chico Buarque - O maior caso de varizes confundida com sangue azul do Brasil. Chico Buarque, com seus olhos claros era a delicia das mulheres da Ditadura Militar. Sua chatíssima "Carolina" embalou os corações verde oliva e os livros de Educação Moral e Cívica e ele contando como sofreu com a Ditadura. Gosta de brincar de pobre e tem algumas questões de plágio a abalar sua gloriosa carreira. O livro "Fazenda Modelo", plágio de "Revolução dos Bichos", "Geni e o Zepelin" de um conto de Guy de Maupassant e outras tantas, fazem dele um autêntico gozador com o pau dos outros.

Suprassumo do Superestimado: "Ópera do Malandro" (O maior exemplo da "criatividade" chicobuarquiana, incapaz de criar a partir de suas próprias idéias. É nesse disco que aparece "Geni e o Zepelin")

4. Gilberto Gil - O eterno "murista". Participou da "Passeata Contra a Guitarra Elétrica" e uma semana depois participava de de um festival acompanhado de uma banda empunhando esse instrumento "dominador". Sempre foi para a praia onde a onda da fama e do dinheiro o carregou. Usa de símbolos da cultura popular, como a umbanda e outros para se fingir de pobre. Sua grande obra como Ministro da (A)Cultura foi aumentar sensivelmente o valor do cachê de seus shows, coisa que andava meio em baixa. Brincou de ser "Punk da Periferia" também. Entre outras facetas, foi o responsável pela hipervalorização de uma banda pra lá de mediocre, que segue:
Suprassumo do Superestimado: "Realce" (Além da confessional "Super Homem, a Canção" (Gilberto não é gay, mas não ia perder a oportunidade de subir nesse muro também) tem a chatissima versão da não menos chatissima "No Woman No Cry", de Bob Marley (ele não ia perder a oportunidade de subir no muro do Reggae também).


5. Mutantes (Rita Lee e Arnaldo Dias Baptista) - Uma das coisas mais pomposas, chatas e supervalorizadas da Musica Brasileira. Tem uma legião interminável de ripongas tardios a lhe seguir pelo mundo afora. São responsabilizados por criar uma linguagem roqueira no Brasil, quando na verdade eram um bando de mimados pretensiosos que só queriam transar e fumar maconha. Desse grupo, o mundo não ficaria livre tão cedo, pois sua "estrela" foi alçada a categoria de musa e até hoje acha que é. Gosta de provocar policiais e se fingir de fora da lei, mas também de invocar a mesma quando o calo lhe aperta. Seu ex-muso, Arnaldo Baptista, é hoje um artista plástico que pinta tão bem quanto meu neto de dois anos. É considerado uma lenda viva, mas pensa que ainda é Loki.. Bicho.

Suprassumo do Superestimado: "A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado" (Um disco que demonstra bem a pseudo psicodelia intectualóide da banda)

6. Renato Russo - Um dos casos mais explícitos de supervalorização, de um cantor medíocre, plagiador que não se sentia constrangido de plagiar até a Bíblia Cristã e Shakespeare. Criou uma autêntica legião de retardados culturais que cantam suas musicas e o acham o grande poeta do Brasil. Uma estrelinha micha que gostava de aprontar escândalos para chamar a atenção. Outro que depois da morte passou a ser endeusado e colocado como mártir, mas que se vivo estivesse estaria participando exaustivamente de programas chatos de domingo á tarde na Televisão.
Suprassumo do Superestimado: "Música para Acampamentos" (Uma coletânea, então, portanto a forma mais fácil de saber o quão pretensioso era esse cidadão)

7. Tom Zé - Ele é um grande musico... É??? Gosta de desmontar e remontar violões enquanto toca, fotografar bolas de vidro enfiadas no cu de mulheres e ... de dar entrevistas em programas de humor na Televisão. Sua musica é ovacionada mundo afora e serve para os descolados se fingirem de entendidos, demonstrando o quanto a "arte conceitual" brasileira é importante e criativa, tal como um prego torto numa galeria de arte.
Suprassumo do Superestimado:  "Estudando o Pagode" (Que ainda tem a petulância de colocar uma musica chamada "O Amor é Um Rock"... Isso é uma ofensa!)


8. Tom Jobim - Caso típico de chato pseudo-intelectual que agrada aqueles que se fingem de inteligentes, descolados e cultos. Ninguém consegue escutá-lo mais do que cinco minutos, por isso fazem silêncio e o colocam como grande criador. É um grande maestro, mas sua musica é de uma chatice incompreensível. Com exceção das entrevistas e dos violões desmontados, era exatamente igual a Tom Zé.

Suprassumo do Superestimado: " Miucha & Tom Jobim" (Como se não bastasse, a companhia de uma das irmãs de Chico Buarque, ex-mulher de João Gilberto e mãe de Bebel Gilberto... Nossa, quanta coisa ruim junta para uma pessoa só..)

9. Jorge Mautner - É um grande escritor. Era até interessante antes de se tornar o puxa-saco-mor de Caetano Veloso. Como escritor, escreveu obras sensacionais, mas como musico, apenas esquisitices. É tido como um maldito, mas não passa de um metido... Ou seja, superestimado.
Suprassumo do Superestimado: "Eu Não Peço Desculpa" (Que ainda conta com a participação de Caetano Veloso: peça desculpas, sim!)


10. Raul Seixas - Muita gente poderá estranhar a presença de Raul em minha lista. Mas o adiciono não tanto por ele propriamente, mas pelo endeusamento de sua figura depois de morto. E também por ter sido ele um grande plagiador. Ao menos uma duzia de musicas são plágios descarados, incluindo ai ""Rock das Aranhas", "A Beira do Pantanal"  e outras tantas. Mas o grande motivo de Raul Seixas estar presente aqui é pela aura de Santo, de Deus, que seus fãs colocaram, transformando-o num messias. Suas frases são repetidas aos quatro cantos do mundo, sem a menor compreensão na maioria das vezes, e ele passou a ser uma grande desculpa para bêbados e irresponsáveis sociais. A Passeata do Raul, em 21 de Agosto, é a coisa mais deprimente da face da Terra, com uma porrada de bebuns, fanáticos e nóias, empunhando um violão que não sabe tocar e - até as mulheres - usando cavanhaque e bigode. Aquilo parece a regravação do clip "Thriller" de Michael Jackson, com um bando de mulambos saindo dos bueiros. Realmente, ele não merecia isso.

Suprassumo do Superestimado: "A Panela do Diabo" (Último disco, gravado com Marcelo Nova, mostra um Raul Seixas deprimente, se arrastando, mal conseguindo cantar, demonstrando uma fragilidade tentando disfarçar a saude combalida.


11. Roberto Carlos - O "Rei" não poderia faltar na minha lista de superestimados. Primeiramente pergunto: Rei de Quê? De Quem? Só se for o rei do mal gosto e dos pobres aculturados. Aluno da escola de João Gilberto que fez com que aqueles que não sabem cantar, que não voz,  sejam alçados à categoria de cantores. Quando ainda se vendia discos, ele gravava todo ano o mesmo e enchia os bolsos de dinheiro, agora faz show até em puteiro de periferia. Suas manias, suas esquisitices fazem dele o Rei, sim! Mas o Rei dos Superestimados.

Suprassumo do Superestimado: "Roberto Carlos e Caetano Veloso e a Música de Tom Jobim"... (Esse disco é o suprassumo dos suprassumos elevado a enésima potência da Superestimação. Tinha que terminar com ele, porque ele resume a lista de forma absoluta. )

Nota Final: Guarde suas pedras! E aprenda a dar importância a realmente aquilo que é bom de fato, não àquilo que a grande mídia quer que dê. Não diga que João Gilberto, Tom Jobim e todos os outros citados nesta lista são gênios sem ter escutado mais do que uma música deles. (Aliás, não escutou porque? Porque não aguentou? ) Deixe a aparência e a cor dos olhos, a origem deste ou daquele artista fora do seu julgamento e, por conseguinte, gosto. Um artista é um ser humano igual a qualquer outro, que peida, caga, mija, enche a cara e escreve ou compõe em determinados momentos uma ou outra obra. Genialidade é o conjunto de, não apenas obras artísticas, mas das atitudes de um artista. Deixe de ser papagaio e falar que fulano ou fulana são bons pra caraio apenas pra contentar a maioria e não se sentir fora da "galera". Seja autêntico, revolucione a si mesmo!

Existem, claro, outros artistas que poderiam e podem fazer parte desta lista,ainda dentro do território brasileiro. Ao menos uma outra lista de outros onze nomes. E nem precisa ficar comentando e discordando de um ou outro nome, muito menos acrescentando nenhum. E, é lógico que os fanáticos por um ou outro nome constante poderão e irão espernear, xingar, ameaçar... Mas, o lugar de gente fanática é na política ou na igreja, enfiado dentro de sua própria mediocridade.

18/08/2012

18/08/2012

Filosofia na Orgia



Filosofia na Orgia
Barata Cichetto

Sentes junto a mim e escute as histórias que eu lhe conto
Mas antes saiba que aquele que conta aumenta um ponto
Preciso lhe contar sobre os prazeres santos dos anjos traídos
E sobre demônios que não gozaram o gozo de deuses caídos.

Dispamos nossas roupas, pois é mister a total nudez
A entendermos os mistérios da alma e da sua sordidez
Que tal afagar meus cabelos e escutar minha história
Falando, eu conto casos sobre a dor e sobre a escória.

Deixa eu lhe contar sobre batalhas e guerras, igrejas e crentes
Sobre a mentira de Deus e as verdades nos olhos das serpentes
Ao mesmo tempo em que enfio em sua buceta meus dois dedos
E mexendo descubro que a dor é apenas outro de seus segredos.

Senta e escuta a história, mas senta em cima do meu pau
Deixa enterrado em sua buceta enquanto falo sobre o mau
Suba e desça, suba e desça, pois antes mesmo que anoiteça
Iremos explodir de tesão antes que a paixão ainda apareça.

Enquanto eu conto a história, grita e arranha meus ombros
Unhas são facas, podem transformar desejos em escombros
Deixa eu enfiar meus dedos no seu cu e apertar a sua bunda
Mais a história segue e mais sua buceta em meu pau afunda.

Deixa agora eu contar um detalhe ainda pouco conhecido
Portanto tenho que lhe contar com a língua em seu ouvido
Sei que neste momento estremecerás em elétricas correntes
E quando o segredo acabar tremerás em orgásticas torrentes.

Sabia que em Esparta, meninos eram soldados desde crianças 
Comiam sangue e eram fortes, educados a não ter esperanças
Parceiros a eles eram sempre do mesmo sexo, um ao outro a foder
Mas o Rei sabia que amantes em uma guerra aumentam seu poder.

Agora que sabes da tática bélica espartana, ficas de joelhos no leito
Que meu pau penetrará em seu cu, e lentamente, segurando seu peito
Eu a farei lançar gritos que entre a filosofia do prazer e da dor imensa
Será meu instrumento de dominação, e seu cu será minha recompensa.

Suas unhas em minhas costas, meus dedos em seu rabo enfiados
Porque será que nós dois somos um com o outro tão desconfiados?
De minhas costas escorre puro sangue, de seu cu puro prazer
Confie em mim, acredite nas histórias que eu venho lhe trazer.

Trago histórias de um tempo em que a morte não era de morrer
Um tempo em que a mágica era magia, sangue não de escorrer
Histórias alegres sobre um tempo em que fadas eram crianças
E as crianças eram fadas sob a forma de sonhos e esperanças.

Preciso interromper a narrativa, pois desejo aos bicos dos seus peitos
Transitar minha língua, lamber os bicos de rosas em círculos perfeitos
Subas aos céus, desça aos infernos, grite igual a deusa do paganismo
Enquanto chupo seus peitos e penso o quanto acredito em cristianismo.

Preciso agora lhe contar sobre a dor que sentia o ditador ao ser deposto
Enquanto meu pau endurecido explora sua boca e a pele do seu rosto
Ao ditador cabe a prisão, a tortura e a morte sem que ninguém o socorra
Em sua boca cabe apenas o prazer de ser preenchida de minha esporra.

Quero lhe contar sobre a história da pequena princesa de olhos negros
Estuprada pelo guardião do templo, traiu aos romanos e deu aos gregos
Mas ainda triste, a pequena não queria apenas ser uma doce princesa
Partiu então em direção á Lesbos, onde seria eleita a Rainha da Tristeza.

Mas enquanto eu conto, minha querida e doce prostituta do universo
Chupe meu pinto, que prometo que a cantarei em prosa e em verso
Enquanto falo sobre filosofias, políticas e lhe conto sobre minhas lutas
Deixe que eu goze em sua boca, que eu a elegerei a Rainha das Putas.

Ainda tenho muita história a contar, portanto não durma ainda que noite
Tenho que lhe falar sobre o chicote, dores e sobre os prazeres do açoite
Pegue daquele chicote, deixe que eu marque suas costas e suas pernas
Assim entenderás o prazer e assim saberás o que são as paixões eternas.

Pegue de sua pequena mão, segure a cabeça do meu pau, meu pinto
Suba e desça, desça e suba, acima e abaixo, é gostoso o que eu sinto
Minha mão quase inteira com exceção do polegar penetra em sua vagina
E não há filosofia que possa entender o prazer de masturbar uma menina.

Oh, doce criança! É doce o paladar de sua buceta, raro perfume o cheiro
Lindo ouvir o som de minha língua, estalando igual ao chicote do cocheiro
Esplendido sentir na língua cada cavidade, ver os grandes e pequenos lábios
E a história chega ao fim, pois o prazer emudece o maior dos grandes sábios.

Coloque agora as roupas, vista a calcinha, meu esperma irá carregar consigo
E até que urine ou até que outro lhe conte histórias eu ainda serei seu amigo
Um dia fui Rei e fui deposto, mas retomarei meu reinado e minhas oferendas
E pegue meu dinheiro, que é o preço que tenho que pagar por minhas lendas.

11/11/2006
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 505.851 - Livro 958 - Folha 97

Filosofia na Orgia



Filosofia na Orgia
Barata Cichetto

Sentes junto a mim e escute as histórias que eu lhe conto
Mas antes saiba que aquele que conta aumenta um ponto
Preciso lhe contar sobre os prazeres santos dos anjos traídos
E sobre demônios que não gozaram o gozo de deuses caídos.

Dispamos nossas roupas, pois é mister a total nudez
A entendermos os mistérios da alma e da sua sordidez
Que tal afagar meus cabelos e escutar minha história
Falando, eu conto casos sobre a dor e sobre a escória.

Deixa eu lhe contar sobre batalhas e guerras, igrejas e crentes
Sobre a mentira de Deus e as verdades nos olhos das serpentes
Ao mesmo tempo em que enfio em sua buceta meus dois dedos
E mexendo descubro que a dor é apenas outro de seus segredos.

Senta e escuta a história, mas senta em cima do meu pau
Deixa enterrado em sua buceta enquanto falo sobre o mau
Suba e desça, suba e desça, pois antes mesmo que anoiteça
Iremos explodir de tesão antes que a paixão ainda apareça.

Enquanto eu conto a história, grita e arranha meus ombros
Unhas são facas, podem transformar desejos em escombros
Deixa eu enfiar meus dedos no seu cu e apertar a sua bunda
Mais a história segue e mais sua buceta em meu pau afunda.

Deixa agora eu contar um detalhe ainda pouco conhecido
Portanto tenho que lhe contar com a língua em seu ouvido
Sei que neste momento estremecerás em elétricas correntes
E quando o segredo acabar tremerás em orgásticas torrentes.

Sabia que em Esparta, meninos eram soldados desde crianças 
Comiam sangue e eram fortes, educados a não ter esperanças
Parceiros a eles eram sempre do mesmo sexo, um ao outro a foder
Mas o Rei sabia que amantes em uma guerra aumentam seu poder.

Agora que sabes da tática bélica espartana, ficas de joelhos no leito
Que meu pau penetrará em seu cu, e lentamente, segurando seu peito
Eu a farei lançar gritos que entre a filosofia do prazer e da dor imensa
Será meu instrumento de dominação, e seu cu será minha recompensa.

Suas unhas em minhas costas, meus dedos em seu rabo enfiados
Porque será que nós dois somos um com o outro tão desconfiados?
De minhas costas escorre puro sangue, de seu cu puro prazer
Confie em mim, acredite nas histórias que eu venho lhe trazer.

Trago histórias de um tempo em que a morte não era de morrer
Um tempo em que a mágica era magia, sangue não de escorrer
Histórias alegres sobre um tempo em que fadas eram crianças
E as crianças eram fadas sob a forma de sonhos e esperanças.

Preciso interromper a narrativa, pois desejo aos bicos dos seus peitos
Transitar minha língua, lamber os bicos de rosas em círculos perfeitos
Subas aos céus, desça aos infernos, grite igual a deusa do paganismo
Enquanto chupo seus peitos e penso o quanto acredito em cristianismo.

Preciso agora lhe contar sobre a dor que sentia o ditador ao ser deposto
Enquanto meu pau endurecido explora sua boca e a pele do seu rosto
Ao ditador cabe a prisão, a tortura e a morte sem que ninguém o socorra
Em sua boca cabe apenas o prazer de ser preenchida de minha esporra.

Quero lhe contar sobre a história da pequena princesa de olhos negros
Estuprada pelo guardião do templo, traiu aos romanos e deu aos gregos
Mas ainda triste, a pequena não queria apenas ser uma doce princesa
Partiu então em direção á Lesbos, onde seria eleita a Rainha da Tristeza.

Mas enquanto eu conto, minha querida e doce prostituta do universo
Chupe meu pinto, que prometo que a cantarei em prosa e em verso
Enquanto falo sobre filosofias, políticas e lhe conto sobre minhas lutas
Deixe que eu goze em sua boca, que eu a elegerei a Rainha das Putas.

Ainda tenho muita história a contar, portanto não durma ainda que noite
Tenho que lhe falar sobre o chicote, dores e sobre os prazeres do açoite
Pegue daquele chicote, deixe que eu marque suas costas e suas pernas
Assim entenderás o prazer e assim saberás o que são as paixões eternas.

Pegue de sua pequena mão, segure a cabeça do meu pau, meu pinto
Suba e desça, desça e suba, acima e abaixo, é gostoso o que eu sinto
Minha mão quase inteira com exceção do polegar penetra em sua vagina
E não há filosofia que possa entender o prazer de masturbar uma menina.

Oh, doce criança! É doce o paladar de sua buceta, raro perfume o cheiro
Lindo ouvir o som de minha língua, estalando igual ao chicote do cocheiro
Esplendido sentir na língua cada cavidade, ver os grandes e pequenos lábios
E a história chega ao fim, pois o prazer emudece o maior dos grandes sábios.

Coloque agora as roupas, vista a calcinha, meu esperma irá carregar consigo
E até que urine ou até que outro lhe conte histórias eu ainda serei seu amigo
Um dia fui Rei e fui deposto, mas retomarei meu reinado e minhas oferendas
E pegue meu dinheiro, que é o preço que tenho que pagar por minhas lendas.

11/11/2006
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 505.851 - Livro 958 - Folha 97