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22/09/2012

Carro Bomba: "Honeeesssto!"

Carro Bomba: "Honeeesssto!"
Luiz Carlos Barata Cichetto
“Vamos todos dar as mãos / Opressores / Vocês vão se arrepender de terem nascido / E eu encontro / Um motivo para rir / Da sua cara / Mesmo sem você consentir...” - Transgressores

Primeiro sábado de Primavera em São Paulo. Acordei num autêntico “Rítmo de Fúria”, com dor de cabeça, no horário que as pessoas ditas normais usam para almoçar. Com sede, mas não de água, mas de musica pesada, de musica barulhenta, estridente, berrada com a garganta e com o pulmão e a cabeça explodindo. Musica tocada com distorção na guitarra e tambores e caixas e pratos socados com raiva. Na estante que eu recém reformei especialmente para guardar CDs, a discografia de uma banda que reputo como uma das melhores que surgiram no Século XXI: Carro Bomba.

Acompanho o trabalho dessa banda desde o início. Mas mesmo antes do inicio do Carro Bomba já conhecia e admirava o talento de um músico excepcional, autodidata, Marcelo Schevano. Desde a época da Patrulha do Espaço que acompanhei durante alguns anos, sempre me admirava com o talento musical de Marcelo. Não apenas guitarrista, mas um multi-instrumentista, que lutou para se impor como musico, mesmo contra todas as marés contrárias. E quando ele, juntamente com Luiz Domingues e Rodrigo Hid, outros dois grandes instrumentistas deixaram a Patrulha seguindo caminhos diferentes, passei a olhar também para esses caminhos. Luiz e Rodrigo formaram com Xando Zupo, outro grande musico, a banda Pedra, enquanto o Marcelo, irmão do Ricardo da "Baranga" se juntava em uma festa para uma despretensiosa "Jam" com um baixista que, embora não tivesse um histórico de grandes bandas tocava seu contrabaixo com muita competência e uma grande dose de ensandecimento: Fabrizio Michelloni. A eles juntava-se o baterista Ricardo Bronx e nascia um "Power Trio" dos mais pesados que o Rock Brasil conhecera até então.

Desde esse início, ainda em 2003 e até agora, quase dez anos depois, o Carro Bomba tem crescido em termos de música, de letras e, principalmente em “Atitude”. E embora a banda tenha trocado três vezes de baterista e a partir do terceiro disco deixado de ser um Power Trio para ser um, digamos, "Power Quartet" com a entrada do cantor Rogério Fernandes - que deu à banda um peso ainda maior, uma definição do som para algo que, do "Rock Pesado" misturado à influencias "Funk" do inicio, chega a ser totalmente Metal no ultimo disco, "Carcaça", lançado em 2011 -, a pegada tem sido cada vez mais forte e violenta e as letras cada vez mais "pesadas", saindo das mesmices utilizadas pela maioria das bandas que desse estilo. Letras que, podem até não ser a preocupação maior dos músicos, mas que quando são bem elaboradas, bem feitas e com algum conteúdo social e qualidade poética, fazem o diferencial positivo. E isso, essa preocupação com o que estão dizendo através de sua música, o Carro Bomba sempre primou. 

(Penso o seguinte: se a musica, há séculos, mesmo contra a opinião dos puristas passou a ser a integração do instrumental com a poesia, deve ser pensada nesses dois flancos. Mas a maioria dos compositores, particularmente no Rock, invariavelmente desprezam a letra, a poesia, fazendo com que ela seja apenas um "adorno necessário" a musica. E então, a maioria das letras de Rock no Brasil são feitas de qualquer jeito, estão ali por estar. E isso acaba se refletindo na temática: "bebida, sexo, carro ou motos". Como se eles próprios só vivessem disso. Mas, felizmente, existem artistas como os que formam o Carro Bomba, o Uganga, o Psychotic Eyes que pensam nesse conjunto. Felizmente!)
“Até quando você vai rezar? / Procurando ser eterno / E se o dinheiro só pagar / Seu lugar lá no inferno?” – “Sangue de Barata”
E então, escutar a discografia do Carro Bomba, neste primeiro dia de de primavera, na sequencia dos lançamentos, pegando ai a evolução da banda é algo extremamente profícuo. Quatro discos em sete anos, uma sequencia de "atentados" que não deixam pedra sobre pedra. A cada disco mais peso, mais força, mais atitude "rocker". ("Nós vamos descontar no som toda nossa injúria"). O ritmo do Carro Bomba é realmente o que eles cantam nessa música: "Ritmo de Fúria", do "Segundo Atentando".  E esse ritmo é o que faz com que o Carro Bomba se sustente como uma das maiores bandas, com lugar merecido e destacado na história do Rock Brasil, por sua capacidade de explodir, detonar as cabeças carentes de Rock e Atitude!

E terminando, defino a música do Carro Bomba com uma palavra que era sempre usada pelo Schevano desde a época da Patrulha do Espaço: "Honeeesssto!". É isso! E se por acaso acordarem num sábado, pode ser numa terça ou sexta de Primavera ou mesmo de Inverno, em "Rítmo de Fúria", com vontade de escutar música honesta, pesada, com atitude e competência, peguem a discografia do Carro Bomba e escutem no volume mais alto que puderem. Afinal: "A Hora Agora é de Fazer Valer" (Qual que é a sua verdade ? / Ficar aí no espelho, cheia de vaidade / Ou sair na rua pra aprender / A se defender e ainda sorrir / Eu tô pronto pra encarar / O que estiver por vir / Compreender que é pra poder prosperar / Você é que não ficar aí, a esperar ") Recado dado! Afinal, Rock não é apenas pra bater cabeça, mas também e principalmente para fazê-la pensar. E agir!!!
“Nuvem negra me deixa em paz / O corpo sente a calma / Não cabe na ampulheta / O deserto da minha alma / Bolsos vazios e nada mais / Diversas histórias / Discos e acordes / Guardados na memória” – “Fui”
------------------------------------------------------------------------------------
Discografia do Carro Bomba



“Carro Bomba”
2004
Produtor: Renê Seabra
Line Up:
Marcelo Schevano - Guitarra e Vocal
Fabrizio Michelloni - Baixo e Vocal
Ricardo Bronx - Bateria
01. O Dobro ou Nada
02. Rock 'n' Roll Machine
03. Carro Bomba
04. A Hora Agora É de Fazer Valer
05. Ode À Bohemia
06. Louco de Dar Nó
07. Sonhos
08. Crocodilagem
09. Raivosas Roedoras
10. Transgressores
-------------------------------------------------------------

“Segundo Atentado”
2006
Produtor: Carro Bomba
Line Up:
Marcelo Schevano - Guitarra e Vocal
Fabrizio Michelloni - Baixo e Vocal
Ricardo Bronx - Bateria
01. Carro Bomba's Rollin'
02. Ritmo de Fúria
03. Eu Sei Mas Não Me Lembro
04. Uma Cerveja e Um Pouco Disso
05. Overdrive Rock 'n' Roll
06. A Luz, A Paz E A Bomba
07. O Pino da Granada
08. O Vazio
09. Bala de Prata
10. Usina de Problemas
11. Vou Me Esbaldar
-----------------------------------------------------------

“Nervoso”
2008
Produtor: Heros Trench/ Marcello Pompeu
Line Up:
Rogério Fernandes - Vocal
Marcelo Schevano - Guitarra e Vocal
Fabrizio Michelloni - Baixo e Vocal
Fernando Minchillo - Bateria
01. Punhos de Aço
02. Sangue de Barata
03. Bomba Blues
04. Fui
05. Válvula
06. O Passageiro da Agonia
07. O Foda-se
08. O Foda-se II
09. Intravenosa
-------------------------------------------------------------

“Carcaça”
2011
Line Up:
Rogério Fernandes - Vocal
Marcelo Schevano - Guitarra e Vocal
Fabrizio Michelloni - Baixo e Vocal
Heitor Shewchenko - Bateria
01. Bala Perdida
02. Queimando a Largada
03. Carcaça
04. Combustível
05. O Medo Cala a Cidade
06. Mondo Plastico
07. Blueshit
08. Corpo Fechado
09. O Foda-se III
10. Tortura (Pau Mandado)

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Links:
Site Oficial: www.carrobombaoficial.com.br
Mídia: http://brasilmusicpress.com/pt/clientes/cliente.php?cID=72
Em A Barata, também publiquei inúmeras matérias sobre os CDs, entrevista com Fabrizio Michelloni e Crônica baseadas em músicas. (www.abarata.com.br)
22/09/2012
Em Pé: Fabrizio Michelloni e Marcelo Schevano do Carro Bomba, Ricardo Soneca e Xande do Baranga, René Seabra, Percy Weiss.  Sentados: Gustavo, do Homem Com Asas, Rolando Castello Júnior da Patrulha do Espaço e Barata Cichetto. CCSP - 22 e 23 de Setembro de 2007 - Foto: Lud San

Carro Bomba: "Honeeesssto!"

Carro Bomba: "Honeeesssto!"
Luiz Carlos Barata Cichetto
“Vamos todos dar as mãos / Opressores / Vocês vão se arrepender de terem nascido / E eu encontro / Um motivo para rir / Da sua cara / Mesmo sem você consentir...” - Transgressores

Primeiro sábado de Primavera em São Paulo. Acordei num autêntico “Rítmo de Fúria”, com dor de cabeça, no horário que as pessoas ditas normais usam para almoçar. Com sede, mas não de água, mas de musica pesada, de musica barulhenta, estridente, berrada com a garganta e com o pulmão e a cabeça explodindo. Musica tocada com distorção na guitarra e tambores e caixas e pratos socados com raiva. Na estante que eu recém reformei especialmente para guardar CDs, a discografia de uma banda que reputo como uma das melhores que surgiram no Século XXI: Carro Bomba.

Acompanho o trabalho dessa banda desde o início. Mas mesmo antes do inicio do Carro Bomba já conhecia e admirava o talento de um músico excepcional, autodidata, Marcelo Schevano. Desde a época da Patrulha do Espaço que acompanhei durante alguns anos, sempre me admirava com o talento musical de Marcelo. Não apenas guitarrista, mas um multi-instrumentista, que lutou para se impor como musico, mesmo contra todas as marés contrárias. E quando ele, juntamente com Luiz Domingues e Rodrigo Hid, outros dois grandes instrumentistas deixaram a Patrulha seguindo caminhos diferentes, passei a olhar também para esses caminhos. Luiz e Rodrigo formaram com Xando Zupo, outro grande musico, a banda Pedra, enquanto o Marcelo, irmão do Ricardo da "Baranga" se juntava em uma festa para uma despretensiosa "Jam" com um baixista que, embora não tivesse um histórico de grandes bandas tocava seu contrabaixo com muita competência e uma grande dose de ensandecimento: Fabrizio Michelloni. A eles juntava-se o baterista Ricardo Bronx e nascia um "Power Trio" dos mais pesados que o Rock Brasil conhecera até então.

Desde esse início, ainda em 2003 e até agora, quase dez anos depois, o Carro Bomba tem crescido em termos de música, de letras e, principalmente em “Atitude”. E embora a banda tenha trocado três vezes de baterista e a partir do terceiro disco deixado de ser um Power Trio para ser um, digamos, "Power Quartet" com a entrada do cantor Rogério Fernandes - que deu à banda um peso ainda maior, uma definição do som para algo que, do "Rock Pesado" misturado à influencias "Funk" do inicio, chega a ser totalmente Metal no ultimo disco, "Carcaça", lançado em 2011 -, a pegada tem sido cada vez mais forte e violenta e as letras cada vez mais "pesadas", saindo das mesmices utilizadas pela maioria das bandas que desse estilo. Letras que, podem até não ser a preocupação maior dos músicos, mas que quando são bem elaboradas, bem feitas e com algum conteúdo social e qualidade poética, fazem o diferencial positivo. E isso, essa preocupação com o que estão dizendo através de sua música, o Carro Bomba sempre primou. 

(Penso o seguinte: se a musica, há séculos, mesmo contra a opinião dos puristas passou a ser a integração do instrumental com a poesia, deve ser pensada nesses dois flancos. Mas a maioria dos compositores, particularmente no Rock, invariavelmente desprezam a letra, a poesia, fazendo com que ela seja apenas um "adorno necessário" a musica. E então, a maioria das letras de Rock no Brasil são feitas de qualquer jeito, estão ali por estar. E isso acaba se refletindo na temática: "bebida, sexo, carro ou motos". Como se eles próprios só vivessem disso. Mas, felizmente, existem artistas como os que formam o Carro Bomba, o Uganga, o Psychotic Eyes que pensam nesse conjunto. Felizmente!)
“Até quando você vai rezar? / Procurando ser eterno / E se o dinheiro só pagar / Seu lugar lá no inferno?” – “Sangue de Barata”
E então, escutar a discografia do Carro Bomba, neste primeiro dia de de primavera, na sequencia dos lançamentos, pegando ai a evolução da banda é algo extremamente profícuo. Quatro discos em sete anos, uma sequencia de "atentados" que não deixam pedra sobre pedra. A cada disco mais peso, mais força, mais atitude "rocker". ("Nós vamos descontar no som toda nossa injúria"). O ritmo do Carro Bomba é realmente o que eles cantam nessa música: "Ritmo de Fúria", do "Segundo Atentando".  E esse ritmo é o que faz com que o Carro Bomba se sustente como uma das maiores bandas, com lugar merecido e destacado na história do Rock Brasil, por sua capacidade de explodir, detonar as cabeças carentes de Rock e Atitude!

E terminando, defino a música do Carro Bomba com uma palavra que era sempre usada pelo Schevano desde a época da Patrulha do Espaço: "Honeeesssto!". É isso! E se por acaso acordarem num sábado, pode ser numa terça ou sexta de Primavera ou mesmo de Inverno, em "Rítmo de Fúria", com vontade de escutar música honesta, pesada, com atitude e competência, peguem a discografia do Carro Bomba e escutem no volume mais alto que puderem. Afinal: "A Hora Agora é de Fazer Valer" (Qual que é a sua verdade ? / Ficar aí no espelho, cheia de vaidade / Ou sair na rua pra aprender / A se defender e ainda sorrir / Eu tô pronto pra encarar / O que estiver por vir / Compreender que é pra poder prosperar / Você é que não ficar aí, a esperar ") Recado dado! Afinal, Rock não é apenas pra bater cabeça, mas também e principalmente para fazê-la pensar. E agir!!!
“Nuvem negra me deixa em paz / O corpo sente a calma / Não cabe na ampulheta / O deserto da minha alma / Bolsos vazios e nada mais / Diversas histórias / Discos e acordes / Guardados na memória” – “Fui”
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Discografia do Carro Bomba



“Carro Bomba”
2004
Produtor: Renê Seabra
Line Up:
Marcelo Schevano - Guitarra e Vocal
Fabrizio Michelloni - Baixo e Vocal
Ricardo Bronx - Bateria
01. O Dobro ou Nada
02. Rock 'n' Roll Machine
03. Carro Bomba
04. A Hora Agora É de Fazer Valer
05. Ode À Bohemia
06. Louco de Dar Nó
07. Sonhos
08. Crocodilagem
09. Raivosas Roedoras
10. Transgressores
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“Segundo Atentado”
2006
Produtor: Carro Bomba
Line Up:
Marcelo Schevano - Guitarra e Vocal
Fabrizio Michelloni - Baixo e Vocal
Ricardo Bronx - Bateria
01. Carro Bomba's Rollin'
02. Ritmo de Fúria
03. Eu Sei Mas Não Me Lembro
04. Uma Cerveja e Um Pouco Disso
05. Overdrive Rock 'n' Roll
06. A Luz, A Paz E A Bomba
07. O Pino da Granada
08. O Vazio
09. Bala de Prata
10. Usina de Problemas
11. Vou Me Esbaldar
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“Nervoso”
2008
Produtor: Heros Trench/ Marcello Pompeu
Line Up:
Rogério Fernandes - Vocal
Marcelo Schevano - Guitarra e Vocal
Fabrizio Michelloni - Baixo e Vocal
Fernando Minchillo - Bateria
01. Punhos de Aço
02. Sangue de Barata
03. Bomba Blues
04. Fui
05. Válvula
06. O Passageiro da Agonia
07. O Foda-se
08. O Foda-se II
09. Intravenosa
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“Carcaça”
2011
Line Up:
Rogério Fernandes - Vocal
Marcelo Schevano - Guitarra e Vocal
Fabrizio Michelloni - Baixo e Vocal
Heitor Shewchenko - Bateria
01. Bala Perdida
02. Queimando a Largada
03. Carcaça
04. Combustível
05. O Medo Cala a Cidade
06. Mondo Plastico
07. Blueshit
08. Corpo Fechado
09. O Foda-se III
10. Tortura (Pau Mandado)

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Links:
Site Oficial: www.carrobombaoficial.com.br
Mídia: http://brasilmusicpress.com/pt/clientes/cliente.php?cID=72
Em A Barata, também publiquei inúmeras matérias sobre os CDs, entrevista com Fabrizio Michelloni e Crônica baseadas em músicas. (www.abarata.com.br)
22/09/2012
Em Pé: Fabrizio Michelloni e Marcelo Schevano do Carro Bomba, Ricardo Soneca e Xande do Baranga, René Seabra, Percy Weiss.  Sentados: Gustavo, do Homem Com Asas, Rolando Castello Júnior da Patrulha do Espaço e Barata Cichetto. CCSP - 22 e 23 de Setembro de 2007 - Foto: Lud San

21/09/2012

Encontrada Gravação Inédita do Led Zeppelin

Encontrada Gravação Inédita do Led Zeppelin
Barata Cichetto
(Em Colaboração com Agências Internacionais)
Rótulo do "Legítimo" Jimmy Walker - "LED Label"

Uma música inédita do Led Zeppelin foi encontrada recentemente no castelo Bron-Yr-Au, em New Hampshire, Escócia. Segundo a France Press, agencia noticiosa local, um funcionário da empresa de limpeza “Federal Brush Iscovation” chamado Peter Grant encontrou a gravação dentro de uma caixa de “whisky” falsificado nos porões do castelo.

Feita em uma fita cassete com um rótulo onde está escrito: "LZ - Yellow Cow Pregnant – Feb-29-1977", a gravação tem péssima qualidade de audição, onde pode ser escutada apenas parte da letra. A Scotland Yard aprendeu as caixas da bebida cujos rótulos ostentavam a imagem de um Lord inglês caminhando e tocando uma guitarra de dois braços com algo que aparenta ser uma bengala ou arco de violino, além da marca: “Jimmy Walker”.

Levada para Londres e analisada, a gravação foi considerada como autêntica pelo órgão governamental americano responsável por detectar fraudes, a “F.A.L.S.E. - Fuck Autoral Laws Society Enemy”: "É uma autêntica gravação de Robert Johnson", declarou o funcionário. E complementou "Há uma séria tendência a acreditarmos pode se tratar também de uma gravação original de Howlin' Wolf, ou ainda de Bert Jansch, embora as similaridades apontem mesmo para ser de “Public Domain”.

Baseados nas evidencias inscritas na etiqueta da fita e por ter sido este o local onde o Led Zeppelin gravou seu mais conhecido disco "Houses of The Holy", os repórteres do jornal da costa oeste da Inglaterra The Sun, que tiveram acesso à gravação, procuraram por Jimmy Page, guitarrista e operador de xerox da banda Led Zeppelin que, às lágrimas, confessou serem eles mesmos os autores da musica, inclusive contando detalhes de como a compuseram: "Robert, John-Paul e Bonhan estavam discutindo e ninguém se entendia. Eu estava num canto tentando tirar mais uma musica do Bert para gravar e aquela discussão me irritou e eu gritei 'The yellow cow shit saucepan, whoever comes first eats all her crap'. Os três pararam de imediato, me olharam e Bob gritou: 'É isso, man... Fabulous! Pega aquela musica aí do Bert e coloca essa letra. Vai ficar genial'. E assim fizemos mais uma composição inédita com a assinatura Page/Plant."

Mas, nem bem a notícia deu a volta ao mundo através da Internet, poucas horas depois a RIA, empresa chinesa de telecomunicações, presidida por Kim Dotcom abriu processo contra o LZ por plágio, pleiteando um milhão de libras francesas em nome de 555 compositores de blues americanos e do "The Union of Composers of Music Public Domain".

Procurado por jornalistas em seu castelo na Baviera Holandesa que pertenceu ao satanista brasileiro Aleister Crowley, aka Paulo Coelho, Page se confessou ressentido com tanta perseguição:”Isto é um ‘absurd’, os versos de 'Yellow Cow Pregnant' foram criados por mim. Falar que plagiei isso (N.do.T.: ‘I stole this’ no original) de alguém é totalmente ‘ridiculous, injurious and mentirous’. E afinal, eu nem sei quem se trata esse tal de 'Public Domain'. A mim parece nome de rapper. Ademais, todas as musicas que compus para são absolutamente originais, como “Whole Lotta Love e outras. Nunca ouvi falar de Willie Dixon (N. do T.: "The only thing I heard that Willie Dixon, that was a boxer”, no original).

A polícia russa tentou gentilmente inquirir o musico, mas este, se fazendo passar por um velho japonês mestre de Kung Fu, disse não conhecer nenhum James Patrick. O caso deverá ir a julgamento na próxima semana no Senado, em Brasília. As pizzas já foram devidamente encomendadas.

De qualquer forma, representantes da Pacific Records adiantaram que a gravação será remasterizada e lançada num single ainda este ano. O website da empresa congestionou e acabou saindo do ar devido aos milhões de pedidos em pré-venda.

Procurados pelo redator do Whiplash, familiares de "Public Domain" não foram encontrados. Entretanto, ontem à noite a polícia precisou se chamada para conter fãs ensandecidos do Led Zeppelin que apedrejaram o prédio da redação aos gritos de “Viva o Led Zeppelin e morte às Baratas!”.

18/09/2012

20/09/2012

Manifesto do Politicamente Incorreto ou A República dos Hipócritas


Manifesto do Politicamente Incorreto ou A República dos Hipócritas
Luiz Carlos Barata Cichetto


Eu, politicamente incorreto, honesto por obrigação não por desejo. Honesto por ética e não por moral. Imoral, urbanóide paranóide. Escrevo torto por linhas retas, poesias tortas por linhas certas. Sou esquizofrênico, louco, não de pedra, mas de carne e osso, e muito mais osso do que carne. Não sou religioso, não me interessa a sua alma, me interessam as suas carnes. Falo palavrão, cuspo no chão e escarro na rua. Fumo onde quero e não quero. Quero. E quero por que quero fumar, beber e trepar. Não faço amor, faço sexo. Com amor. Não confio em médicos nem em poetas. Poetas são cínicos, pervertidos e tolos. Também não gosto da covardia dos músicos e seu ego inflado. A musica com letra acabou com a poesia e com a música. Musica é musica, poesia é poesia. Nem consigo mais escutar musica. Aos músicos há tempos que não escuto, porque pouco tem a falar. Não gosto do dia e tenho medo da noite. Quero noites quentes e dias gelados. Não atirem pedras, não atirem balas, a não ser de chocolate. Não aceito as cotas nem as leis de privilégios.  Não acredito na igualdade dos cidadãos, afinal somos todos diferentes e precisamos ter não aquilo que achamos que precisamos, mas aquilo que fizemos por merecer. Trabalho, dedicação e criatividade. Qualquer arte é uma forma de trabalho e qualquer trabalho é uma forma de arte, na Terra ou em Marte. Acordo tarde mesmo sem dormir, durmo quando posso, quando as idéias param de me atormentar e os pensamentos param de soprar. Gosto de mulheres lisas e brancas, com peles quase translúcidas. Aliás, gosto mesmo é mulheres transparentes. Sereias... Aquelas que sabem mergulhar fundo do mar e salvar um escafandrista. Mergulhador sagrado, sangrado. Não discuto política, não gosto de futebol e, portanto não aceito nenhuma religião, nenhum deus, guru, ente superior. Sequer um pensador, filósofo e muito menos artista, ninguém que é ou foi de carne e osso merece devoção. E quem nunca foi de carne e de osso não merece nada. Destruo tudo que é sagrado, aniquilador de mitos e ídolos. Não culpem minha mãe, nem meu pai. Culpem-se a si mesmos! Nunca acreditei em "Paz e Amor", nem na "Liberdade". São conceitos que não existem. Tolos conceitos cinematográficos criados para enganar trouxas. Acredito na guerra alimentada pelo caos, no sexo que traz à carne o que é da carne, o prazer. Sou carnívoro, fumante e ateu, por vezes beberrão. Sim, tudo isso, mas não fico pregando sustentabilidade comendo pizza assada em forno a lenha que chegou até mim junto com um refrigerante embalado em plástico, trazido por um explorado motoboy numa moto à gasolina. Não sofro com a guerra a milhares de quilômetros, mas com os tiros na favela ao lado da minha casa. Não sofro com o Islã, nem me importo com árabes, judeus ou palestinos, pois ao meu lado existem crianças recrutadas pelo crime... E não me importo porque me importo em me importar, mas me importo por medo que essa criança enfie uma bala na minha cabeça. Não me importo com aqueles que fumam "crack" e se fodem de bebida. Danem-se todos. O problema é pessoal, não transferível e não sou obrigado a pagar a conta. Não transfiram a mim a conta do social, eu não quero pagar por ninguém e ninguém tem que pagar por mim. Não tenho emprego, nem aposentadoria. Queria um pijama e um jogo de dominó, mas tenho que trabalhar senão não como. Aluguel custa caro e não moro em barraco de favela. Não tenho carro nem nada daquilo do que possa me orgulhar ou me envergonhar. E, aliás, não tenho orgulho de ter nascido num país cuja formação foi a partir da mistura de proscritos portugueses. Tenho orgulho de não ter vergonha de ser brasileiro e não tenho vergonha de não ter orgulho. Não sou brasileiro, tenho sangue italiano, mas nunca sai do Brasil, a Itália é longe e estou cansado de andar. Não gosto de praia e nem nunca fui à Bahia. Nem quero! Não tenho orgulho de ser branco nem desejo de ser negro. Mas tenho sim meus preconceitos. Tenho preconceito contra gente preguiçosa, estúpida e hipócrita. Tenho preconceito contra a imbecilidade, contra a boçalidade e contra a banalidade consagrada. Tenho sim, preconceito contra fanáticos religiosos e contra ateus que fazem da sua não-crença um fanatismo tão imbecil quanto. Não recolho cachorrinhos abandonados na rua apenas para mostrar o quanto sou correto e bom. Não gosto de piadas preconceituosas, mas respeito o sagrado direito do humorista em contá-las. Não assisto televisão, não vou ao futebol e detesto esportes. Ando de pés no chão, e às vezes fico dias sem tomar banho. Sou sim, porco, safado e nojento, mas se olharem dentro dos meus olhos perceberão o quanto posso ser bom. Ou mau! Nunca aceitei o aborto, porque a única coisa que é sagrada é a existência de um ser humano. Não sou moderno, nem antiquado, mas matar em nome da liberdade pessoal é tão criminoso quanto qualquer outro motivo. Aborto não pode ser tratado levianamente como "decisão da mulher sobre seu corpo". A mulher tem sim todo o direito ao seu corpo, a sua vida, mas não sobre a de outro ser que não tem direito, nem opção. Aborto não é opção, é crime. Mesmo em casos de estupro, que já por si só é um ato criminoso. E não se combate um crime com outro. Abortar não é ser "legal", uma menina de 10 anos de idade transar e mesmo usar roupas provocantes não é natural. Mas as pessoas, pressionadas por uma pela mídia comprometida com valores estritamente financeiros acham que é. Tudo ficou natural, tudo é "da moda", e se é da moda fazem tudo sem pensar em consequencias.  Transam sem pensar e mesmo sem desejo, apenas por transar; têm filhos sem a menor condição psíquica e financeira, depois os deixam sob a tutela de programas sociais fajutos; usam drogas apenas por usar, sem a consciência de causa e consequencia; bebem e vão a baladas não por diversão, mas por ir, porque têm que seguir a manada; consomem inconsequentemente sem necessidade. Pessoas sem cérebro e sem vontade própria agindo feito porcos contentes com a imundice onde vivem e a lavagem que lhes enfiam goela abaixo. Não dou esmolas nem cigarros pelas ruas. Cegos não precisam de ajuda, precisam de olhos. Piedade é hipocrisia, perdão é mentira e caridade é egolatria. Pobres não precisam de ajuda, precisam de trabalho e educação. Educação libertária. Ensinar a pescar, não dar o peixe. “Ai, Doutor uma esmola a um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”. Luiz Gonzaga & Zé Dantas cantaram isso ainda na década de cinquenta. Mas o que temos agora é um bando de cidadãos mendigos vivendo às custas das esmolas dos políticos. Espertos mendigos nojentos e espertos políticos nojentos. Escrevo por pensar, penso sem respirar. E ainda nem falei das flores e dos soldados que morrem numa guerra que não é deles. As flores cheiram morte, eu sentia isso antes dos Titãs. E Geraldo sumiu pelas estradas do tempo, “caminhando e cantando e seguindo a canção”. Um, dois, três! É, preciso respirar... Um parágrafo? Certo!

Bossa Nova é um lixo e Samba é uma merda. Rock foi bom, agora não é mais. Odeio roqueiros de guitarras berrantes, cabelos alisados e gritos retardados. Camisetas pintadas para uma guerra que nem sabem onde é. Não sei contar história para boi dormir, nem pra vaca transar. Não ordenho, nem sigo ordens. Não bebo leite e odeio cheiro de maconha. Da pedra nunca saiu leite e Madalena nunca foi roqueira. Não sou Judas, nunca existiu nenhum plano secreto de Jesus, porque ele nunca existiu. Parem de ser enganados por um livro. Acreditem nos livros, nunca em um livro. Escreva o seu! Se puder! A Internet acabou com as putas e com os poetas. Agora todos são putas e são poetas e ninguém sabe a diferença entre eles. “Beatniks” de escritório, funcionários públicos com empregos garantidos. A estrada agora é apenas virtual, por onde correm bites e bytes. Ainda sabem escrever à mão? Ao menos datilografia? Tenho diploma de datilografia e de telex também. Ninguém sabe o que isso... Escrevi muita poesia em ônibus balançando a caminho do trabalho, em banheiro de escritório e com papel apoiado nas costas de putas de puteiros baratos. Há anos não vou à puteiros e nem a bibliotecas. Ambos estão cheios de velhos funcionários públicos prestes à se aposentar, tão empoeirados e mofados quanto os livros e as putas que ainda resistem nas prateleiras e nas camas. Mofados, embolorados feito meu cérebro nesse porão periférico que temos por lar. Não preciso das luzes da cidade, nem dos tempos modernos. Não vivo pelas luzes da modernidade. O ódio não é o antônimo do amor. Amor é um conceito fraco e vago, ódio é real. Perdão não extingue o ódio, disfarça, adia; perdão é um conceito moral, religioso e hipócrita. Não aceito traição, pois tenho a fidelidade por padrão ético, não por conceito moral. Fidelidade é caráter, é inato, congênito. Antes as putas e os poetas davam prazer e dor e eram pagos por isso, agora trabalham de graça. Antes, eram felizes com suas canetas e suas bucetas, mas agora esses instrumentos não dão mais prazer. O tesão é apenas digital, eletrônico. Chega por correio eletrônico em máquinas sem cérebro. Até a poesia e o tesão são hipócritas. Mas, "ora direis", que hipocrisia é inerente ao ser humano, presente na sua genética desde os tempos antigos em que os homens começaram a andar em bandos. É uma necessidade. Tal e qual cagar é uma necessidade. Mas não andamos por ai, cagando em qualquer lugar. Claro que uma sociedade humana sem hipocrisia estaria fadada à destruição rápida. Imagine um dia em que todas as pessoas do mundo, contaminadas por algum vírus, não conseguissem ser hipócritas... O planeta explodiria numa guerra antes desse dia terminar. A hipocrisia é uma forma fugaz de mentir e a mentira é um roubo. Roubo de confiança e traição, e, portanto, o pior dos assaltos. Aliás, a poesia, como todas as artes, é hipócrita, apenas mentira. Sou politicamente incorreto, rigoroso, exigente e pedante. Não sou solidário, sou solitário e retrato agora a frase de Nietzsche sobre nunca apedrejar a um solitário, pois as pedras que chegarem ao fundo jamais poderão ser retiradas. Então, se forem apedrejar-me, que seja até a minha morte. Ou será a sua que eu assistirei.

19/09/2012

19/09/2012

Copia Infiel – Ato 2 - Led Zeppelin - Moral e Ética – Parte 2


Copia Infiel – Ato 2 - Led Zeppelin - Moral e Ética – Parte 2
Luiz Carlos Barata Cichetto
Crédito da Imagem;  Wikimedia Commons
Led Zeppelin era uma banda de gigantes sim. E mesmo achando que Robert Plant com sua voz “falseteada” destoava do restante, ainda assim sempre a considerei como uma banda genial. Bonhan seguramente um dos maiores bateristas do mundo, possivelmente o maior deles; Jones um multinstrumentista de uma capacidade imensa, apesar dessa capacidade ter sido posteriormente contestada por seu ex-companheiro. E Page  um guitarrista que conseguia ser praticamente perfeito, beirando a genialidade. Led era quase perfeito em tudo, em criatividade, capacidade musical, coerência estética... E foi perfeito até mesmo no momento de acabar, fazendo-o no momento em lançaram um disco fraco, o mais fraco da carreira da banda e que dava a entender que estariam indo para o lado Pop da Força, e depois da  morte de um componente fundamental.  E essa coerência, esse respeito ao ícone, a imagem da banda e principalmente a seus seguidores foi que me fez manter o mais alto grau de respeito a eles. Enfim, Led Zeppelin foi um dos mais belos e diletos filhos que o Rock criara. 

Mas porque uma banda com tantos predicados, com tanto talento, com tanta coerência precisaria recorrer ao expediente de copiar musicas alheias? Porque uma banda formada por músicos de tanta capacidade em ter seu próprio ouro precisou recorrer ao ouro alheio? Esta foi a pergunta que me fiz nos últimos dez anos, quando comecei a ter informações sobre as musicas que eles teriam se apropriado. A resposta, talvez seja falha de caráter, talvez falta de capacidade (essa mesma que sempre julguei enorme), talvez um monte de outras coisas, mas o fato inegável é a semelhança entre as 20 e tantas musicas que indico neste texto. Todas elas compostas antes por outras pessoas e copiadas, em alguns casos integralmente. E antes dos meus detratores, já vou logo dizendo: Led Zeppelin é uma das maiores bandas do mundo? Sim, é sim! E não deixo de pensar assim. É! E poderia ser simplesmente a maior, a não ser pelos plágios. Aliás, muitas outras bandas e artistas poderiam ter sido os maiores e melhores se não fossem seus erros, o que não lhes retira o brilho, apenas os ofusca; que não lhes tira o lugar na história, mas simplesmente os coloca no lugar em que se encontram todos os seres humanos, nem acima nem abaixo. Os deuses só existem para quem neles se creem cegamente! 

Fechar os olhos a isso, com justificativas do tipo: "Ele é um gênio, ele pode!", "Ah, mas ele fez muitas coisas geniais", "É uma lenda, um mito, então tudo bem!" e coisas parecidas, justificando o injustificável, é muito mais que burrice, é irresponsabilidade. Serão estas mesmas pessoas que cobram um mundo melhor, que criticam a corrupção pelas redes sociais? Sim, porque justificar esses atos, de quem quer que seja, mesmo de "ídolos" é aceitar o "Rouba, mas faz", o "Estupra mas não mata!" e outras... Ou o querido e estimado leitor acha que seu ídolo do Rock está acima da moral e da ética? 

Cópias Infiéis – Parte 2

: -  Spirit
"Taurus" é uma musica instrumental, composta por Randy California, guitarrista, cantor e líder da banda americana "Spirit" lançada em seu disco de estréia auto-intitulado, em 1968. O disco foi gravado em Novembro de 1967. Em sua primeira turnê americana, em 1968/69 o Zeppelin abriu para o Spirit, deixando pouca dúvida de que o Led Zeppelin tinha ouvido a música antes de "compor "Stairway to Heaven”. No encarte da reedição do disco em 1996, California escreveu: "As pessoas sempre me perguntam por que "Stairway to Heaven" soa exatamente como 'Taurus', que foi lançada dois anos antes. (...). Eles abriram para nós em sua primeira turnê norte-americana."
* "Taurus" (Faixa 4 de "Spirit" - 1968)
> "Stairway To Heaven" (Faixa 4/Lado A de "Led Zeppelin" (4) - 1971) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Page, Plant".
Há também algumas referencias que citam “Yellow Rose” da banda The Blues Magoos como "base" da musica, mas embora existam algumas semelhanças, não a consideraria. Aliás, esta banda tem um histórico de Cópia Infiel: Eles plagiaram a versão de Ricky Nelson para "Summertime" e gravaram "(We Ain´t Got) Nothing Yet", posteriormente plagiada descaradamente por Ritchie Blackmore em "Black Night".

Comentário: Uma das músicas mais conhecidas, tocadas, regravadas da história do Rock é simplesmente um plágio dos mais descarados. Ai, meus sais!
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: - Jake Holmes
Jake Holmes (1939, San Francisco, Califórnia) é cantor e compositor e começou sua carreira musical na década de 1960. Atualmente mais conhecido como o autor original da música "Dazed and Confused", ele também compôs "jingles" publicitários, até para o recrutamento do Exército Americano "Be All That You Can Be" no final de 1970 e para a industria de bebidas.

A história do plágio de "Dazed and Confused" é um tanto conhecida e conta que Holmes abriu um show do Yardbirds (banda de Jimmy Page antes do Led Zeppelin) em 1967, mesmo ano em que foi registrada por seu autor. Pouco tempo depois o Yardbirds passou a tocar a música, hora com o titulo de “Dazed and Confused”, hora como “I'm Confused" com a letra ligeiramente modificada. Estranhamente apenas em 2010, 40 anos depois da musica ter sido "copiada", Holmes decidiu abrir um processo por plágio contra o Led Zeppelin, reinvidicando um total de quase um milhão de dólares. Claro que em entrevistas, Page, como sempre, tem negado sequer conhecer Holmes.  “Não sei nada sobre isso. Eu nunca havia escutado Jake Holmes, então eu não sei de nada. Geralmente, meus ‘riffs’ são bem originais”, disse o guitarrista. Mas, de acordo com Jim McCarthy, ex-baterista do Yardbirds, Page estava bastante interessado em fazer a gravação da canção com o antigo grupo: “Estávamos decididos a fazer uma versão. Trabalhamos juntos, com Jimmy Page contribuindo com seus riffs de guitarra no meio dela.”, afirmou McCarthy. Entretanto, segundo o jornal "The Guardian", Jake Holmes tem poucas chances de ganhar o caso, pois, segundo as leis britânicas, um músico só pode reivindicar direitos em um período de 3 anos depois de gravada a canção. Holmes declarou: "Aquele foi o momento mais infame de toda a minha vida, quando a canção caiu nas graças de Jimmy Page”.
* "Dazed And Confused" (Do Disco "The Above Ground Sound" -1967)
> "Dazed And Confused" (Faixa 4/Lado A de "Led Zeppelin" - 1969) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Page".
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: - Tiny Bradshaw 
"Train Kept A Rollin'" é considerada a primeira música que o Led Zeppelin tocou, em 1968. A musica não faz parte da discografia oficial da banda, mas aparece em uma série de "bootlegs" de gravações de shows. Em alguns deles, a referência de autoria é da dupla "Page/Plant"). Muitas outras bandas, como Aerosmith, Jeff Beck e Metallica gravaram, mas sempre atribuindo o autor como Bradshaw, que originalmente a gravou em 1951 com a sua “Bradshaw's Big Band”. Mas a história desse plágio remonta a época do Yardbirds. Em 1965 na primeira gravação da musica de Bradshaw, o autor foi creditado corretamente, mas no ano seguinte, quando o cineasta Michelangelo Antonioni chamou o grupo para gravar uma cena no filme "Blow-Up", para evitar os direitos autorais, o vocalista da banda Keith Relf teve a idéia de mudar parte da letra e o nome da música para "Stroll On", nome que aparece também em alguns "piratas" do Led.
* "Train Kept A Rollin'" - (Faixa 6 de "Bradshaw's Big Band" - 1951)
"Train Kept A Rollin'" -  (Faixas diversas em discografia paralela) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Page,Plant"
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: - Domínio Público
Muitas das musicas “compostas” por Jimmy Page são de fato de domínio público. Canções criadas ao longo dos tempos por autores anônimos e passadas de boca em boca pelos tempos afora. Algumas já tinha sido apropriadas por outros antes dele, outras foram ”tomadas”  de seus “donos”, sem a menor cerimônia.

* "In My Time Of Dying"
Também conhecida como "Jesus Gonna Make Up My Dying Bed", música de domínio público que tem a primeira referencia de gravação por Blind Willie Johnson (1927). Muitos outros artistas gravaram a musica: Charlie Patton (1929), Josh White (1933), Bob Dylan (1962), John Sebastian (1971), John Fahey (1971).  
* "In My Time Of Dying (Jesus Gonna Make Up My Dying Bed" - Blind Willie Johnson (1927)
> "In My Time Of Dying" - (Faixa 3/Lado 1 de "Physical Graffiti" - 1975) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Page, Plant, Jones, Bonham)".
Comentário Geral Para o Tópico "Domínio Público": É o fim da picada. O suprassumo da falta de caráter.
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* "Babe, I'm Gonna Leave You"
É uma música de domínio público que Anne Bredon "adaptou" em 1951 e Joan Baez gravou em 1962 em seu disco "Live In Concert".
* "Babe, I'm Gonna Leave You - ("Joan Baez In Concert" - 1962)
> "Babe I'm Gonna Leave You" -  (Faixa 2/Lado A de "Led Zeppelin" - 1969) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Anne Bredon, Page, Robert Plant".
Comentário: Alguém pega uma música de domínio público e se coloca como autor, depois outro alguém apanha a mesma música, grava exatamente igual e acrescenta seu nome como co-autor. Que nome daremos a isso? 
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* "White Summer" (Original: "She Moved Through The Fair")
Canção tradicional irlandesa, sendo que a primeira gravação é de Davey Graham, de 1962. Grahan é foi um dos grandes guitarristas ingleses admitidos como grande influência de Page.
* "She Moved Through the Fair" (Davey Graham, de 1962)
> "White Summer"  - As primeiras gravações do Led Zeppelin constam no "bootleg" "White Summer ~ Live 1969", posteriormente foi incluída numa reedição em CD de "Coda", em 1993, num "medley" com "Black Mountain Side", outra canção de domínio público. - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Page".
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"Black Mountain Side" 
Canção tradicional, de domínio público. O “riff” principal é igual ao da música "Blackwater Side" de Annie Briggs, que muitos referenciam como sendo a mesma Anne Bredon, "autora" de "Babe I'm Gonna Leave You". Gravada anteriormente por Bert Jansch.
* "Blackwater Side" - (Faixa 7 Do Disco "Jack Orion" de Bert Jansch - 1966)
> "Black Mountain Side" - (Faixa 2/Lado B de "Led Zeppelin" - 1969) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Page".
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 "Gallows Pole" (Original: "Gallis Pole")
É a canção folclórica "The Maid Freed from the Gallows" que teve a  primeira gravação em disco feita por Leadbelly, um dos maiores artistas de Blues americano de todos os tempo, sem 1939 como "Gallis Pole" . Page diz que sua versão foi baseada no cover feito por Fred Gerlach.
* "Gallis Pole" (Compacto 1939)
> "Gallows Pole" (Faixa 1/Lado B de "Led Zeppelin III" - 1970) - Autoria Expressa em Disco do Led Zeppelin: "Page,Plant"
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"How Many More Times"
James Patrick Page, nosso querido e amado Jimmy é realmente um sujeito genial... Genialmente esperto! E nessa ele realmente se superou: pegou partes de quatro musicas diferentes: "How Many More Years" (Howlin' Wolf), "The Hunter" (Albert King), "Beck's Bolero" (Jeff Beck) e finalmente, o nome inteiro e a base de uma musica gravada por Gary Farr & The T-Bones, gravada em 1964. Esta musica também seria também parcialmente surrupiada por Raul Seixas em “Loteria da Babilônia”
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Outras Coisas:
Alguns sites citam ainda outras musicas como sendo "plágios". Embora existam semelhanças entre as musicas citadas, particularmente não enquadraria como "Cópia Infiel", pois credito a influencia pura ou "mera coincidência" em alguns casos e fatores irrelevantes, como apenas arranjo vocal. Mas já que estamos no barco...
- "Thank You" - > "Dear Mr. Fantasy" - Traffic.
- "Black Dog" - > "Oh Well" - Fleetwood Mac.
- "Communication Breakdown" > "Nervous Breakdown" - Eddie Cochran.
- "Tangerine" - "Knowing That I'm Losing You" - The Yardbirds (Nesse caso não tem nada a ver, pois Page era integrante do Yardbirds e ao que se sabe compôs mesmo a musica, apenas trocou o nome quando gravou com o Led.)
- "We're Gonna Groove" - Ben E. King e James Bethea (Também não tem sentido atribuírem a plágio, pois a autoria (em "Coda" está creditada aos autores.)
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Notas Finais: 

Existem muitas matérias a respeito dos plágios do Led Zeppelin, particularmente por seu guitarrista e "compositor" mor. Mesmo no Whiplash. Mas a maioria não cita dados e comete algumas falhas, ao atribuir como autor o cantor, mesmo nos casos de domínio público. Decidi por uma pesquisa mais abrangente e que demonstrasse claramente as "semelhanças". Foram semanas de pesquisa, escrita e edição. Mas o que mais me chama a atenção é que na maior parte dessas listas, o autor acaba escorregando na reverência à banda e "perdoando". Afirmações do tipo "Led fez isso, mas isso não ofusca seu brilho." "Led pode, é intocável!", acaba por me remeter a mesma coisa que escrevi em um artigo anterior sobre o mesmo assunto. E poderíamos então admitir: O Led "rouba mas faz!" É isso?

E pensem, acima de tudo, que o fanatismo, na maioria das vezes destrói não apenas o homem, mas sua obra e por fim o próprio mito. O fanatismo devora a tudo em sua frente, até chegar a seu próprio objeto.

9/9/2012
E não percam: Cópia Infiel – Ato 3 - Ritchie Blackmore & Deep Purple