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22/01/2013

Notas de Suicídio

Notas de Suicídio
Barata Cichetto

Todos meus poemas são pedidos de socorro
Daqueles do tipo ou eu mato ou ainda morro.

Notas de suicídio sem um tom de covardia
E perdoem a falta de coragem e a ousadia.

21/01/2012

21/01/2013

Barata a Ferro e Fogo - Programa 7



Barata A Ferro e Fogo
Idéias a prova de balas...
Produção e Apresentação: Barata Cichetto
www.abarata.com.br
15 anos de Sexo, Poesia e Rock and Roll... a ferro e fogo
Programa 7 - 21/01/2013
www.radioaferroefogo.com


Abertura
- René Seabra - Maria da Louquidão

1 - Bloco
(Entrevistas Sites Diego el Khouri e Entrementes / Talk Show - Lançamento Multifoco "Cohena Vive")
- Titãs - Dissertação do Papa Sobre o Crime Seguido de Orgia
- Alceu Valença - Você Pensa
- Arrigo Barnabé - Clara Crocodilo
- Guilherme Arantes - Coração Paulista

2 - Bloco
(Poesia: "Facebook")
- Azul Limão - Ordem & Progresso
- Stress - Heavy Metal
- Tatubala - Vírus Rádio Ativo
- Blues  Riders - Amém Rock'n'Roll

3 - Bloco
(Revista PI2 - E-Mail)
- Furia Louca -  Junkie To The Noise
- Subrosa - Equinox
- Mr Speed - Voice Of Madness
- Psychotic Eyes - Dying Grief

4 - Bloco Xando Zupo
(Poesia: "Entre a Festa e a Fresta")
- Pedra - Madalena do Rock'n'Roll
- Big Balls - A Arma e a Flor
- Zupo (Z Sides) 2003 - Livre Como Você
- Patrulha do Espaço - Robot

5 - Bloco
(Programação SESC Belenzinho)
- Seu Zé - Retrato de Um Traidor Quando Jovem
- Outro Destino - (Imperial) - A Grande Batalha
- Blake Rimbaud - Cidade dos Novos Amantes
- The Hotmonsters - Fumo Um Cigarro

6 - Bloco Dori Hot Monsters
- Willy DeVille - It's So Easy
- Sonic Youth - Incinerate
- Nina Simone - Feelling Good
- T.Rex - Bang a Gong

Encerramento
- Project Dragons - Daileon
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Hedonismo

Hedonismo
Barata Cichetto

Dentro de pouco tempo estaremos todos mortos
Um a um a seu tempo, de doença ou tiro no peito
Morreremos, um a um, sem barcos e nem portos
Sem lei e sem norma, a morte de fato e de direito.

A mim, negaram a dignidade, pisaram, cuspiram
E a nós, renegaram antes do galo cantar outra vez
Sem saber do crime, nos acusaram, condenaram
E não a primeira, mas a segunda morte num mês.

Dentro de pouco tempo, estarão todos eles pobres
E enquanto brigam por flores ou por uma sepultura
Escrevo poemas sujos e dou de comer aos nobres
Pois a morte não aceita perdão nem quer escultura.

Quero morrer por mim, ato letal e sem sentido algum
Apenas por mim, num ato sincero em tom narcisista
E não é por coragem, nem por covardia, ato comum
Que enfio a arma na boca, meu ultimo ato hedonista.

Mas antes de engatilhar a arma e seu gatilho apertar
Ou enfiar o pescoço na corda, atando o nó da morte
Deixo um poema sobre a mesa de cabeceira a alertar
Sobre sangue antes da dor, sobre existência sem sorte.

Deixo de mim muito pouco e não deixo nada por mim
Mas para mim deixo muito, tudo o que fui por herança
E não sendo por ninguém que morro, chego ao meu fim
Sabendo que fui de mim mesmo minha única esperança.


21/01/2013




20/01/2013

Lançamento de "Cohena Vive! - Antes do Começo e Depois do Fim"

Lançamento de "Cohena Vive! - Antes do Começo e Depois do Fim" - Barata Cichetto - Editora Multifoco - Poesia


Espero todos os amigos! Com Papo, Pinga e Petisco (E POESIA)
Lançamento do Livro "Cohena Vive! - ou Antes do Começo e Depois do Fim" 
Poesia - Barata Cichetto - Editora Multifoco
Data: 14/02/2013 - Quinta-feira
Local: Papo, Pinga e Petisco
Praça Franklin Roosevelt, 118 - Centro - São Paulo - SP 
Tel: (11) 3257-4106
Horário: das 19:00 as 23:00

Localização: http://goo.gl/maps/Z0ys7

(Pronuncia-se: "Córrena")

Composto de 54 poemas, a maior parte sobre a dor, a angústia, a incompreensão e apreensão sobre os destinos dos seres desumanos, "Cohena Vive!" é o 12º livro publicado pelo poeta, escritor, webdesigner, artesão e produtor de webradio Barata Cichetto, 54 anos completos, escritos no período entre 2011 e 2012. O terceiro em papel, incluindo o primeiro, de 1981, impresso em mimeógrafo a álcool. O segundo, uma junção de dois outros chamava-se "O Cu de Vênus" e tinha cerca de 100 poemas do autor. "Cohena Vive!" é mais um projeto da Editor'A Barata Artesanal, criada pelo autor, que publica livros artesanais em pequenas tiragens.

Antes que alguém pergunte, Cohena sou eu... Sou eu porque o nome Cohena, com referencia à minha pessoa apareceu num sonho que tive e que relatei na crônica-poesia que dá nome ao livro. "Cohena Vive!" é decorrência de um processo de composição e decomposição pessoal, fruto da percepção da decadência da espécie humana, que se arrasta por um planeta que ela mesma destruiu. Angustiado pela alienação com que a maioria das pessoas, embora portando armas poderosíssimas nunca sonhadas, se entrega aos dominadores e à falsa liberdade "proporcionada" pelas redes sociais... O que aconteceu com a capacidade de indignação das pessoas? Todos querem apenas o espelho, pouco importa se quebrado ou de cristal. O objetivo é o Eu, o Eumismo, termo que criei para definir a presente Era Humana.

Os poderosos descobriram uma forma de dominação sem sangue e sem tortura física, que é o de jogar as pessoas umas contra as outras através de leis e estimulo a atitudes pseudo politicamente corretas que teoricamente as favorecem, mas que apenas tratam de acirrar a intolerância. Assim, a sociedade foi transformada em algo inócuo, que age segundo seus próprios e egoístas interesses. Estamos então numa sociedade que apenas consegue conjugar a primeira pessoa do singular em qualquer verbo e cujo verbo mais importante é o “ter” e onde o fascismo disfarçado de liberalismo impera. A Sociedade Humana foi dominada e parece gostar muito disso, ou ao menos não se importar.

Então, "Cohena Vive!” é contra tudo isso. E nesse ponto Cohena sou eu. Sou aquele que, com a imagem pintada num muro, clama por humanidade. Minhas armas são minhas palavras, amontoadas umas em seguida às outras formando poemas.. A poesia está em você, querido amigo ou amiga, em frente à estas páginas, sejam elas impressas em papel ou pontos num monitor de computador... E usando a frase que cunhei, a partir de uma dita por Pablo Picasso: minha arte não é para decorar estantes, é antes de tudo, uma arma de guerra. Até quando Cohena vive? Até quando viver a Poesia! Agora "Cohena Vive!" E Cohena sou eu!

Minhas Últimas Entrevistas:

Minhas Últimas Entrevistas:

19 /1/2013 - Entrementes - Joana D'Arc
http://entrementes.com.br/2013/01/pi2-politicamente-incorreto-ao-quadrado/

17/01/2013 - Fetozine - Diego El Khouri
http://fetozine.blogspot.com.br/2013/01/entrevista-com-luiz-carlos-barata.html

17/01/2013 - Molho Livre - Diego El Khouri (Mesma Entrevista)
http://molholivre.blogspot.com.br/2013/01/entrevista-com-luiz-carlos-barata.html