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08/06/2015

Barata Sem Eira Nem Beira 2015 - Programa 08

Barata Sem Eira Nem Beira 2015 - Programa 08

Rush - Anthem
Poesia: Barata - Troco Poesia Por Dinheiro
Meat Loaf - Bat Out Of Hell
Grand Funk - Et Pluribus Funk - 04 - I Come Tumblin
Black Sabbath - 08 - Breakout
Poesia: Barata - Ausência (Animal Serenade)
Manfred Mann's Earth Band - Spirits in the Night
Esperanto - Eleanor Rigby 2
Ram Jam - Black Betty
Poesia: Cassionei Niches Petri - Ateu
Crazy World of Arthur Brown - Fire
Screamin Jay Hawkins - I Put a Spell On You
Johnny Cash - (Ghost) Riders In The Sky
Poesia: Barata - Confissões de Um Abismo
Seu Juvenal - Homem Analogico
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"Estou escrevendo mais um texto antipático e arrogante no blog. Vou postar aqui para parecer mais arrogante ainda."
Luiz Carlos Barata Cichetto Arroganteie-se, Cassionei Niches Petry. rs
Cassionei Niches Petry Escrevi uma vez um aforismo: "Arrogo-me o direito de ser arrogante."
Cassionei Niches Petry: este poema que está no blog também está no meu romance "Os óculos de Paula". Teria sido escrito pelo personagem Fred. Gostaria de ouvi-lo na tua voz no programa:
http://cassionei.blogspot.com.br/2012/07/concurso-leia-um-exercicio-poetico-do.html
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Ateu
Cassionei Niches Petri
Exercício Poético 

ateu

ateu
atiça
ata
desata
à cata
mata
rato
pato
acredita
mentira
escrita
ateu
desacredita
cita
medita
regurgita
poética
cética
tua
ética
patética
anti
ateia
trava
tudo
turva
túnel
até
tem
gente
crente
tolerante
inocente
taco
tiro
certo
mente
demente
tio
tia
parente
tiro
da frente
teia
tecido
texto
testa
tino
desatino
teu
teísmo
atesta
intelecto
ateu
traça
trajeto
reto
torto
até
restar
morto.

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Confissões de Um Abismo
Barata Cichetto
(Registrado no Escritório de Direitos Autorais da FBN
Todos os Direitos Autorais Protegidos - Cópia Proibida)

A um citador contumaz de Niezsche: "Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você."


Durante muito tempo eu mirei de perto o abismo
E numa falta absoluta de sentimento e de cinismo
Trocamos de lugar durante o resto da eternidade
E eu era agora o abismo e ele a minha perenidade.

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Ausência
(Animal Serenade)
Barata Cichetto

(Registrado no Escritório de Direitos Autorais da FBN
Todos os Direitos Autorais Protegidos - Cópia Proibida)

"Busco um abrigo das tempestades vermelhas quase invisíveis" - Joanna Franko

Ando deprimido e obscuro feito sombra de um burro cansado
Cabisbaixo feito lesma e mal afortunado feito ao feto abortado.
E entre ser a sombra de um asno ou torto igual um desgraçado
Prefiro estar morto, teso e fétido por meus pesadelos derrotado.

Quando desapareci feito sombra, ninguém sentiu falta de mim
E quando morri feito um aborto, ninguém pensou ser meu fim.
Mas já que eu era morto, obscuro e torto, fui sem jamais ter ido
E ninguém lembrou que eu era, então eu fui sem jamais ter sido.

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Anthem
Rush

Know your place in life is where you want to be
Don't let them tell you that you owe it all to me
Keep on looking forward, no use in looking 'round
Hold your head above the crowd and they won't bring you down

Anthem of the heart and anthem of the mind
A funeral dirge for eyes gone blind
We marvel after those who sought
The wonders of the world, wonders of the world
Wonders of the world they wrought

Live for yourself
There's no one else more worth living for
Begging hands and bleeding hearts
Will only cry out for more

Anthem of the heart and anthem of the mind
A funeral dirge for eyes gone blind
We marvel after those who sought
The wonders of the world, wonders of the world
Wonders of the world they wrought

Well, I know they've always told you
Selfishness was wrong
Yet it was for me, not you
I came to write this song

Anthem of the heart and anthem of the mind
A funeral dirge for eyes gone blind
We marvel after those who sought
The wonders of the world, wonders of the world
Wonders of the world they wrought, wrought, wrought


Hino

Saiba que seu lugar na vida é onde você quer estar
Não os deixe falar que você deve tudo pra mim
Continue olhando pra frente, não há porque olhar em volta
Mantenha a sua cabeça longe do chão que eles não vão conseguir te derrubar

Hino do coração e hino da mente
Um canto fúnebre para olhos que não enxergam mais
Nós admiramos aqueles que procuraram
Novas maravilhas no mundo, maravilhas no mundo,
Maravilhas no mundo que eles forjaram

Viva para você mesmo
Não há mais ninguém por quem valha mais viver
Mãos esmoleiras e corações sangrentos
Irão apenas gritar por mais

Hino do coração e hino da mente
Um canto fúnebre para olhos que não enxergam mais
Nós admiramos aqueles que procuraram
Novas maravilhas no mundo, maravilhas no mundo,
Maravilhas no mundo que eles forjaram

Bem, eu sei que sempre te disseram
Que era errado o egoísmo
No entanto, era para mim, não você
Que eu escrevi esta canção

Hino do coração e hino da mente
Um canto fúnebre para olhos que não enxergam mais
Nós admiramos aqueles que procuraram
Novas maravilhas no mundo, maravilhas no mundo,
Maravilhas no mundo que eles forjaram.
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Troco Poesia Por Dinamite
Barata Cichetto
224 Páginas, 111 Poemas
Prefácio: Ciro Pessoa e Esdras M. Junior
Gatos & Alfaces Artesanato de Livros
Arte da Capa: Barata Cichetto sobre radiografia de seu próprio crânio
Contracapa: Nua Estrela
Preço: R$ 40,00 + 10,00 Frete (Brasil)
Pedidos: (11) 9 6358-9727

contato@gatosealfaces.com.br

Sobre Prazeres e Cigarros

Sobre Prazeres e Cigarros
Barata Cichetto
(Publicado no Facebook em 6 de junho de 2015 às 20:32)

Há imensa ciência ao fumar. Ciência perfeita. Pegar o maço e arrebentar o plástico do lacre, feito um hímen, a virgindade de uma dama carente de ser consumida. Não espero compreensão de um cigarro quando o queimo até o fim. Ele não me ama, eu não o amo, apenas eu o consumo até não restar a não ser cinzas. Feito seres humanos que convivem em relações amorosas. Se consomem até não restar senão cinzas. "Das cinzas as cinzas, do pó ao pó", não é isso que está escrito? Meu cigarro queima nos meus lábios e eu o consumo até o fim. E sou consumido por ele, numa antropofagia mutua e consentida. Há delícia e prazer nessa relação antropofágica. Em todas. Eu consumo o cigarro, consumo a fumaça que entra nos meus pulmões e o devoram. Vermes. Malditos. Eu sou o verme que consome a si mesmo. Me devoro e tento me decifrar. Morro sem saber. Sou verme, sou morto ainda vivo e vivo o que respiro. Há ciência no fumar. Há vida no cigarro, quanto possível de haver vida na morte e morte na vida. Esquisito? O que há de esquisito em morrer?


Photo: Fabrizio Ceciliani

Troco Poesia Por Dinamite - Resumo

Troco Poesia Por Dinamite
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02/06/2015

Pacote de Fim de Outono - Gatos & Alfaces

Edição 5 da Gatos & Alfaces + CD da banda Nicotines + livro Troco Poesia Por Dinamite por R$ 60,00 correio grátis para todo o Brasil. E de BRINDE um chaveiro Gatos & Alfaces. Pedidos: barata.cichetto@gmail.com


01/06/2015

Barata Sem Eira Nem Beira - Programa 07

Barata Sem Eira Nem Beira - Programa  07

Uriah Heep (Demons and Wizards) - Rainbow Demon
Barata Suicida - Lúcifer
Luciferian Light Orchestra - Venus in Flames
Poesia: Barata - Indecências


Jerry Garcia - Sugaree (Studio Version)
Leonard Cohen - The Future
Blues Magoos - (We Ain't Got) Nothing Yet (1967)
Alvaro de Campos - Lisbon Revisited (1923) Rodrigo Alencar

X Japan - Rose of Pain (Live Performance)
La Renga - La Furia De La Bestia Rock
Titãs - Sonifera Ilha
Poesia: Barata - A Lenda da Fada da Foda
(Trilha Sonora: Epsylon - Libertango Metal)

Suzi Quatro - Race Is On

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Indecências
Barata Cichetto
(Registrado no Escritório de Direitos Autorais da FBN
Todos os Direitos Autorais Protegidos - Cópia Proibida)
Do livro "Troco Poesia Por Dinamite", 2015

“Temos o direito de esperar decência comum até mesmo de um poeta” - George Orwell. 

E esperam de mim decerto que eu tenha alguma decência
Pois a um poeta imaginam que se tenha alguma clemência
Mas eu que não sou um poeta e muito menos sou decente
Ajo como quem não ama de fato aquilo que deveras sente.

31/03/2014

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A Lenda da Fada da Foda
Barata Cichetto
(Registrado no Escritório de Direitos Autorais da FBN
Todos os Direitos Autorais Protegidos - Cópia Proibida)
Do livro "Troco Poesia Por Dinamite", 2015

Há muito tempo surgiu na Terra uma lenda
A respeito da mulher da buceta encantada
Que atraia a todos os machos à sua tenda
E depois da foda se transformava em fada.

E a todos os machos da aldeia a fada comeu
Como Fada da Foda ficou conhecida na região
E mesmo nos arredores com todos ela fodeu
Do rei ao príncipe e do exército toda a legião.

Antigos contam que a Fada tinha bela vagina
E que sua fama não lhe fazia jus a realidade
Pois era ela até mais gostosa que a Messalina
E seu orgasmo uma descarga de eletricidade.

A nenhum homem a fada poupava, a todos fodia
E as mulheres da cidade, desesperadas rezavam
Pela morte da Fada da Foda, oração de covardia
E quando mais a fada fodia, mas a desprezavam.

Chamaram o padre, o prefeito e até o imperador
Achando um jeito de estar livres da Fada da Foda
Mas com todos ela fodeu, sem respeito nem pudor
Afinal foder com ela era o ultimo suspiro da moda.

Até que os machos não comiam, fracos e doentes
E a fada os atraia e devorava como comida animal
Doíam-lhes os ossos, o caralho e caiam os dentes
Até que de inanição todos morriam, livres do mal.

As mulheres ficaram sem machos e sem vida a fada 
Pois as mulheres se rebelaram com a falta de pinto
Com ira a fizeram em pedaços até não sobrar nada
E essa é a história contada inteira do jeito que sinto.

E assim, do jeito dos que gostam de contar histórias
Que a lenda da Fada da Foda e sua buceta nasceu
E ainda hoje em dia aos que sabem de suas glórias
Contam felizes como foi das cinzas que ela renasceu.