Rock In Poetry no Rick'n'Roll
Tarde de autógrafos do livro de Barata Cichetto "Troco Poesia Por Dinamite" + Show com a banda Steady Job, de Blues Rock.
18/07/2015 - Sábado - 14:00
Rick'n'Roll
Av. Conde Francisco Matarazzo 85 - Loja 5
São Caetano do Sul
011 2376-8966
www.rickandroll.com.br
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21/06/2015
Ainda a Vontade de Morrer
Ainda a Vontade de Morrer
Luiz Carlos Barata Cichetto
Ontem tive vontade de morrer, outra vez. Vontade de morrer outra vez, este mês. É o que me move na vida, essa vontade de morrer, de correr aos braços da morte sempre que me sinto em perigo. Insano isso? Fuga impossível, acredito. Lendo "Tabacaria" de Pessoa e pensando o quanto é uma merda tudo isso. Lembro de tudo o que escrevi, quilos e quilos de papel, mais uma milhar de poemas, a grande parte enormes tratados sobre a mente humana, sobre mim mesmo. Mas o que importa toda essa papelada, quando dentro em pouco estarei mesmo morto. Talvez minha poesia sobreviva um pouco. Um geração quem sabe. Lembrarão dela, mas não de mim, até não lembrarem mais de nenhum dos dois. O papel, aqueles quilos, irão amarelar, apodrecer. Os bites e bytes dos computadores onde foram escritos serão corrompidos. Ah, os vírus de computador, os vírus humanos, os germes. E não sobrará mais computadores e nem minhas lembranças neles registrados. Pensamentos agora não duram mais que um dia.. Menos.. Quinze minutos de fama, como disse Warhol, é o que dura qualquer filosofia mais alta ou rasteira. Ah, que lástima! Ontem tive vontade de morrer... Outra vez... Mas acho que vou aproveitar o sol de hoje e viver um pouco.
Publicado Originalmente em: https://www.facebook.com/notes/luiz-carlos-barata-cichetto/ainda-a-vontade-de-morrer/1193808993969402
Luiz Carlos Barata Cichetto
Publicado Originalmente em: https://www.facebook.com/notes/luiz-carlos-barata-cichetto/ainda-a-vontade-de-morrer/1193808993969402
Respeito é Um Bem Individual, Único e Essencial!
Respeito é Um Bem Individual, Único e Essencial!
Luiz Carlos Barata Cichetto
É preciso que acatemos calmamente e de cabeça baixa todas as maldades perpetradas de pais contra filhos e de filhos contra pais? Aceitar calmamente toda a estupidez, burrice e censura sob a égide do politicamente correto? Toda a malversação dos direitos individuais sob a desculpa do bem coletivo? Aceitar a mudança de valores morais é necessária, desde essas mudanças não sejam impostas na marra sobre quem não as aceita. Sua efetivação se dá com o tempo e baseada nos valores individuais. Fora isso é ditadura. Não estou nem aí para o conceito de família tradicional, embora até goste de sua estrutura... Em teoria... Foda-se se uma família é formada por um macho e uma fêmea, dois machos, duas fêmeas, quatro fêmeas e oito machos, um ancião e uma ninfeta. E isso entre cores, espécies e crenças de qualquer gênero. Agora, o que é necessário, e disso não se pode abrir mão é do RESPEITO. E não apenas de fora para dentro, como é brandido e estandartizado pelos moderninhos, mas, e principalmente, de dentro para fora e dentro deles próprios. Há quem diga que RESPEITO se conquista, mas de fato RESPEITO é a única regra que vale. Não se trata de conquista ou de valor, social ou moral. E, ao contrário dos valores coletivistas, estúpidos e mentirosos, o RESPEITO começa e reside sempre no individual. RESPEITO é individual. Portanto, o que temos, e que se não tiver um freio, uma parada para reflexão sobre esse valor ÚNICO e INDISPENSÁVEL, estaremos condenando a espécie humana ao fim. As cenas que presencio em todas as partes da cidade, e que muitos podem ser classificadas de formas diferentes, dependendo da visão política ou religiosa de cada um. Mas eu, que me sinto livre o bastante (apesar de nunca se ser livre o bastante), dessas visões maniqueístas, pobres e estúpidas, classifico apenas de uma forma: destruição do único valor essencial: o RESPEITO. Claro que isso tem um objetivo, claro que isso faz parte de um jogo de poder monstruoso e serve aos propósitos de dominação, cujos lideres pretendem que nada abaixo deles seja respeitado, que a única coisa que mereça respeito são eles. Disfarçam isso de "luta" social, igualdade racial, direitos humanos e toda uma série de "keywords" que agem de dentro para fora e transforma a todos em marionetes, em títeres manipulados por cordas invisíveis. A ilusão da liberdade é a pior forma de escravidão. Nada precisa ser respeitado a não ser o que querem que seja e que sirva a seus propósitos. "People have a power"? No! O povo não tem o poder. Ao menos até que tenha consciência. E consciência se adquire através de vários meios. Um deles é a cultura e informação, manipuladas quase que na totalidade pelos detentores do poder, que se encontrem em estágios superiores à ideologias ou dogmas, a não um ser um único: PODER. Não é pelo dinheiro, que o dinheiro é apenas o meio necessário. É o PODER. E esse PODER é exatamente o contraponto ao RESPEITO. O coletivo é amigo do PODER e inimigo do RESPEITO. RESPEITO É UM BEM INDIVIDUAL!
20/06/2015
Publicado Originalmente em: https://www.facebook.com/notes/luiz-carlos-barata-cichetto/respeito-é-um-bem-individual-único-e-essencial/1195045963845705
Luiz Carlos Barata Cichetto
20/06/2015
Publicado Originalmente em: https://www.facebook.com/notes/luiz-carlos-barata-cichetto/respeito-é-um-bem-individual-único-e-essencial/1195045963845705
Barata Sem Eira Nem Beira 2015 - Programa 10
Poesia: Tabacaria - Fernando Pessoa por Antônio Abujamra - Provocações
Poesia: Barata - Por Que Eu Não Falei das Flores
Jethro Tull - Nothing Is Easy
Joe Cocker - Delta Lady
Faith No More - War Pigs (Live)
Poesia: Lou Reed - The Raven (Edgar Allan Poe)
Rata Blanca - La Leyenda Del Hada y El Mago
The Runaways - Johnny Guitar
Cassia Eller Rock In Rio 2001 - Smells Like Teen Spirit
Poesia: Barata - Tarado
Mark Sandman with Treat Her Right - I Think She Likes Me
Mark Sandman with The Either Orchestra - Temptation
Morphine - You Speak My Language / Honey White
Poesia: Augusto de Campos - Os Corvos
Barata e Amyr - (Vitória) - 06 - Mil Novecentos e Noventa e Nove
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Por Que Eu Não Falei das Flores
Barata Cichetto
(Registrado no Escritório de Direitos Autorais da FBN
Todos os Direitos Autorais Protegidos - Cópia Proibida)
Queria escrever um poema falando das flores e da criança
Sobre quanto acredito no poder de amores e na esperança
E falar sobre a felicidade, jogos simples e sobre brinquedos
Queria falar sobre a coragem e fé, mas tenho meus medos.
Minha verve é maldita, talvez, e não conheço senão a tristeza
E se a poesia é minha alma, sua fealdade não permite beleza
Mas nem alma acredito, e espíritos apenas de carne de porco
E decerto não há nada ao que eu possa agradecer um pouco.
Queria mesmo usar palavras bonitas, falar de anjos e deusas
Mas ao pensar em anjos lembro de belas bundas lisas e tesas
E nas outras em orgias homéricas no Paraíso e vinho amargo
Sou perverso, acredito, e as marcas do mal comigo eu trago.
Não, não quero falar sobre bondade, beleza e cheiros doces
Quero dar murros nas cabeças de idiotas, tratar aos coices
A parte boa de mim é má e meu lado pueril é cheio de rugas
E se tenho que falar de algo, será sobre os ratos e as pulgas.
05/02/2015
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Tarado
Barata Cichetto
(Registrado no Escritório de Direitos Autorais da FBN
Todos os Direitos Autorais Protegidos - Cópia Proibida)
Agora preciso confessar, sou um tarado!
E nos nove andares da Andradas Meia Nove
Há muito tempo que nada anda ou se move
Muitas décadas que sua emoção não comove
E se as putas são doces, é algo que se prove.
Agora preciso confessar, sou um tarado!
Na São João, não tem mais putas bonitas
E nem feias, nem gordas, apenas sibaritas
Ficaram ricas e velhas, verdades sejam ditas
E se há putas, são todas elas hermafroditas.
Agora preciso confessar, sou um tarado!
Na Liberdade aquelas doces meninas quentes
Agora ficaram amargas, enrugadas e crentes
E não sei onde anda aquela mulata sem dentes
Que chupava o pau sujo de negros indigentes.
Agora preciso confessar, sou um tarado!
E no Paissandu onde meninas faziam chupeta
Havia uma puta que nunca dava a sua buceta
Mas agora ela apenas sabe bater uma punheta
A pastores que lhe retiram do corpo o capeta.
25/01/2015
Poesia: Barata - Por Que Eu Não Falei das Flores
Jethro Tull - Nothing Is Easy
Joe Cocker - Delta Lady
Faith No More - War Pigs (Live)
Poesia: Lou Reed - The Raven (Edgar Allan Poe)
Rata Blanca - La Leyenda Del Hada y El Mago
The Runaways - Johnny Guitar
Cassia Eller Rock In Rio 2001 - Smells Like Teen Spirit
Poesia: Barata - Tarado
Mark Sandman with Treat Her Right - I Think She Likes Me
Mark Sandman with The Either Orchestra - Temptation
Morphine - You Speak My Language / Honey White
Poesia: Augusto de Campos - Os Corvos
Barata e Amyr - (Vitória) - 06 - Mil Novecentos e Noventa e Nove
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Por Que Eu Não Falei das Flores
Barata Cichetto
(Registrado no Escritório de Direitos Autorais da FBN
Todos os Direitos Autorais Protegidos - Cópia Proibida)
Queria escrever um poema falando das flores e da criança
Sobre quanto acredito no poder de amores e na esperança
E falar sobre a felicidade, jogos simples e sobre brinquedos
Queria falar sobre a coragem e fé, mas tenho meus medos.
Minha verve é maldita, talvez, e não conheço senão a tristeza
E se a poesia é minha alma, sua fealdade não permite beleza
Mas nem alma acredito, e espíritos apenas de carne de porco
E decerto não há nada ao que eu possa agradecer um pouco.
Queria mesmo usar palavras bonitas, falar de anjos e deusas
Mas ao pensar em anjos lembro de belas bundas lisas e tesas
E nas outras em orgias homéricas no Paraíso e vinho amargo
Sou perverso, acredito, e as marcas do mal comigo eu trago.
Não, não quero falar sobre bondade, beleza e cheiros doces
Quero dar murros nas cabeças de idiotas, tratar aos coices
A parte boa de mim é má e meu lado pueril é cheio de rugas
E se tenho que falar de algo, será sobre os ratos e as pulgas.
05/02/2015
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Tarado
Barata Cichetto
(Registrado no Escritório de Direitos Autorais da FBN
Todos os Direitos Autorais Protegidos - Cópia Proibida)
Agora preciso confessar, sou um tarado!
E nos nove andares da Andradas Meia Nove
Há muito tempo que nada anda ou se move
Muitas décadas que sua emoção não comove
E se as putas são doces, é algo que se prove.
Agora preciso confessar, sou um tarado!
Na São João, não tem mais putas bonitas
E nem feias, nem gordas, apenas sibaritas
Ficaram ricas e velhas, verdades sejam ditas
E se há putas, são todas elas hermafroditas.
Agora preciso confessar, sou um tarado!
Na Liberdade aquelas doces meninas quentes
Agora ficaram amargas, enrugadas e crentes
E não sei onde anda aquela mulata sem dentes
Que chupava o pau sujo de negros indigentes.
Agora preciso confessar, sou um tarado!
E no Paissandu onde meninas faziam chupeta
Havia uma puta que nunca dava a sua buceta
Mas agora ela apenas sabe bater uma punheta
A pastores que lhe retiram do corpo o capeta.
25/01/2015
16/06/2015
Barata Sem Eira Nem Beira - Programa 09
Poesia: Barata - Amorte 2
Patti Smith - Gimme Shelter
Lou Reed - Pale Blue Eyes
Camisa de Venus e Walter Franco - Canalha (Ao Vivo)
Dríade - Noite Tenebrosa
Bad Axe - 01 - Cities Of Rage
CWT - The Hundredweight (1973) - Steam Roller
Geordie - House Of The Rising Sun
Poesia: Barata - Sobre Prazeres e Cigarros
Rainbow - Long Live Rock 'N' Roll
Status Quo - Bye Bye Johnny
Made In Brazil com Cornélius Lúcifer - Kamikaze do Rock - 1987
Poesia: Poema em Linha Reta - Fernando Pessoa
Crom - Morbid Existence
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Sobre Prazeres e Cigarros
Barata Cichetto
(Registrado no Escritório de Direitos Autorais da FBN
Todos os Direitos Autorais Protegidos - Cópia Proibida)
Há imensa ciência ao fumar. Ciência perfeita. Pegar o maço e arrebentar o plástico do lacre, feito hímen, tirando a virgindade de uma dama carente de ser consumida. Não espero compreensão de um cigarro quando o queimo até o fim. Ele não me ama, eu não o amo, apenas eu o consumo até não restar a não ser cinzas. Feito seres humanos que convivem em relações amorosas. Se consomem até não restar senão cinzas. "Das cinzas as cinzas, do pó ao pó", não é isso que está escrito? Meu cigarro queima nos meus lábios e eu o consumo até o fim. E sou consumido por ele, numa antropofagia mutua e consentida. Há delícia e prazer nessa relação antropofágica. Em todas. Eu consumo o cigarro, consumo a fumaça que entra nos meus pulmões e o devoram. Vermes. Malditos. Eu sou o verme que consome a si mesmo. Me devoro e tento me decifrar. Morro sem saber. Sou verme, sou morto ainda vivo e vivo o que respiro. Há ciência no fumar. Há vida no cigarro, quanto possível de haver vida na morte e morte na vida. Esquisito? O que há de esquisito em morrer?
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Amorte 2
Barata Cichetto
(Registrado no Escritório de Direitos Autorais da FBN
Todos os Direitos Autorais Protegidos - Cópia Proibida)
Pois é impossível não feder morando num chiqueiro
Como não é possível não foder vivendo num puteiro
E se há a bosta dos porcos e o perfume das putas
Existe também o cheiro dos que perderem as lutas.
Putas cheirando a talco e porcos exalando seu cheiro
Nem todos estão mortos num cemitério, há o coveiro.
A morte é simples, tem cheiro de bunda de criança
Mas não há a merda e nem o cheiro da esperança
É matemática pura como quatro são dois mais dois
História em que existe o antes, mas nunca o depois.
Num mundo de impossibilidades ainda é possível
Criar a poesia do nada e rimar com o impossível.
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