O CONTEÚDO DESTE BLOG É ESPELHADO DO BLOG BARATA CICHETTO. O CONTEÚDO FOI RESTAURADO EM 01/09/2019, SENDO PERDIDAS TODAS AS VISUALIZAÇÕES DESDE 2011.
Plágio é Crime: Todos os Textos Publicados, Exceto Quando Indicados, São de Autoria de Luiz Carlos Cichetto, e Têm Direitos Autorais Registrados no E.D.A. (Escritório de Direitos Autorais) - Reprodução Proibida!


04/02/2019

1000 Caracteres

1000 Caracteres
Barata Cichetto

Recolho-me à insignificância das coisas; à significância das palavras, que ainda teimam em ter significado, mas que no fim sabem que nada mais significam: estão tão perdidas e são tão insignificantes quanto eu. Recolho-me à insignificância dos gestos perdidos, dos afetos escondidos e dos tetos destruídos. Não há mais palavras: estão mortas. Mas eu ainda as chamo, feito um ator no final de uma peça, chama pela musa morta em seus braços, enquanto a plateia aplaude, e depois vai para casa, sem nenhum remorso. Não há mais o que falar. Tudo já foi dito. E não resta nada a não ser me recolher à insignificância. Do não ser, do não estar. E não estou aqui, não sou daqui, não sou de lugar nenhum, e não estou em lugar algum. Não moro aqui, não moro em ninguém, não moro em mim. Encolho a cada dia, feito personagem de um filme antigo, em preto e branco: desbotado, apagado, rasgado. No escuro. Encolho até não restar. Sou menor que uma partícula de nada. Não há mais lugares aonde ir. Fui longe demais quando me afastei de mim. E o caminho não tem volta. Sem revolta e sem metáforas, sem poesia, sem palavras. Sem nenhum significado a mais. Ou a menos. Apenas minha própria insignificância. Recolhida em palavras.

04/02/2019

02/02/2019

Decerto Que Não

Decerto Que Não
Barata Cichetto


1 -
Quando eu morrer perguntarão por mim aos sobreviventes? Decerto, a algum. Quando eu morrer, sentirão falta de mim? Decerto algum! Quando eu morrer, lerão meus poemas, tentando suprimir a falta? Decerto, algum! Quando eu morrer, falarão das qualidades que eu tinha e que nunca notaram? Decerto algum!  Quando eu morrer, sentirão saudades do meu andar, dos meus trejeitos, do meu jeito? Decerto, algum! Quando eu morrer aqueles que me mataram sentirão culpa? Decerto nenhum!

2 -
E quando eu morrer, algo diferente ocorrerá nas existências dos que sobreviverão a mim? Decerto a alguém! Quando eu morrer, lágrimas sinceras rolarão pelas faces? Decerto de alguém! Quando eu morrer, descendentes brigarão por um pedaço do meu espólio, mesmo que seja apenas uma idéia sem valor? Decerto alguém. Quando eu morrer, outras saberão como sem eu sobreviver? Decerto por alguém. Quando eu morrer, haverão seis fracos a empunhar as alças do meu caixão? Decerto que alguém. E quando eu morrer, meus sobreviventes farão algo por alguém? Decerto que ninguém!

3 -
Amanhã ninguém lembrará. Depois do velório. Cada um em suas casas, tomando café com bolacha água e sal. Uma pequena lágrima e uma lembrança de quinze minutos, durante uma conversa sobre frivolidades. Um pequeno soluço, um pequeno gesto. Apenas coisas pequenas. E nada mais. Minhas pilhas de cadernos de poemas jogados num canto, até ir parar no aterro sanitário. Solitários. Com urubus pousando sobre as folhas sujas de merda, terra e restos de comida. Urubus não sabem ler poemas. Decerto que não. 

21/10/2015

Centopéias Humanas (Uma Analogia Política)

Centopéias Humanas
(Uma Analogia Política)
Barata Cichetto


1 -

Um dia falaram de mim que era maldito
E a uma tal hora decretaram-me proscrito
Mas como ser, se não chego aos pés sujos
Do cego glaucomatoso ou dos ditos cujos?

E uma semana antes chamaram-me bosta
Mas a merda é a suculência do que gosta,
E eu que nem aprecio a tal da imundice
Sou obrigado a gostar dessa esquizitice?

Enfiam as caras nos rabos dos parceiros
Feito centopeias humanas sem roteiros
E eu que prefiro enfiar-me numa buceta
Acabo morrendo tísico de tanta punheta?

E na minha boca quero um cu perfumado
Que não sou um maldito poeta deformado
Mas quem diria que eu, na atual cegueira
Possa comer mais merda que a tua sujeira?

2 -
Colam bocas a cus e cagam em bocas imundas
E cagam em outras bocas grudadas às bundas
Comem o que outros defecam e cagam dejetos
E assim continuam não humanos, mas abjetos.

Monstros criados em laboratórios da maldade
Um cientista obcecado pelo poder da vontade
E seguem pela Terra espalhando a sua merda
Transformando o humano em centopéia lerda.

Cagam regras e idéias nas bocas abertas
Que devoram bostas como coisas certas
Ao gosto do estrume se acostuma o paladar
E fazem tudo aquilo que o mestre mandar.

A cabeça da centopéia não come excremento
Porta de entrada para um podre experimento
E a ultima parte atira os seus dejetos nas caras
Daqueles que não compartilham de suas taras.

15/01/2018

01/02/2019

Senhor Brasil: Uma Fábula Foda Em Verde e Amarelo

Senhor Brasil: Uma Fábula Foda Em Verde e Amarelo
Luiz Carlos Cichetto, Aka Barata Cichetto


Existiu num tempo um senhor a quem chamaremos de Brasil. O Senhor Brasil era um homem muito rico, mas bondoso e receptivo a todas as pessoas. Era rico, mas não tinha sequer a noção do tamanho de sua riqueza. Era enorme de porte, e suas dimensões, em todos os sentidos, eram intimidadoras. Intimidadoras a uns, mas muito atraentes a outros.
Dizem que o Sr. Brasil, quando de seu nascimento, era mais rico ainda, mas que seus pais percebendo sua riqueza passaram a roubá-lo. Não que os pais do Sr. Brasil tenham ficado ricos, pois logo tudo o que lhe foi roubado acabou sendo perdido em jogatinas. Mesmo assim ele ainda era muito rico e seus filhos, desde os naturais, até os que, ainda jovem ele adotou, eram muito felizes. 
Acontece que o Sr. Brasil, por conta de sua enorme hospitalidade com todos, e por sua enorme pureza, cresceu meio abobalhado, e sempre foi feito de tolo por todas as suas esposas. Todas elas, sem exceção, lhe roubaram, deram sua riqueza a amantes de todas as partes do mundo. E todas elas, também sem exceção o traíram, na maioria das vezes em seu próprio leito.
Era triste o Sr. Brasil, mas como qualquer triste era efusivo e brincalhão, sempre demonstrando bom humor. Uma fachada que escondia o que era na realidade: amargurado e rancoroso, que não perdia o oportunidade de se vingar.
O Sr. Brasil foi casado muitas vezes, algumas com esposas muito cruéis que maltrataram seus filhos, o que o deixava muito triste. Mas como ele tinha que cuidar de sua riqueza, de seus bens, não tinha tempo para pensar nisso. Uma delas preferiu cometer suicídio a reconhecer sua traição, outra pediu divórcio logo após o casamento, esperando que ele implorasse por seu retorno. Essa deixou o leito pronto, quente, para uma irmã, que queria entregar toda a fortuna do Sr. Brasil a um russo, mas os filhos dele, amparados por uma matrona gorda e violenta o impediram, permanecendo no comando da casa durante quase vinte anos, tratando muitos de seus filhos com violência.
Quando finalmente elas deixaram de mandar na casa, o Sr. Brasil acreditou que poderia casar-se novamente, de uma forma mais livre, mas foi apenas um casamento arranjado, de conveniência, já que a indicada para o casamento morreu na noite anterior, deixando em seu lugar uma irmã que, sedenta de poder, e consciente da riqueza do milionário tratou de tentar fazê-lo acreditar que resolveria seus problemas, colocando seus filhos uns contra os outros, fiscalizando. Todos fiscalizavam todos, portanto ninguém fiscalizava ninguém. E assim, foi-se outro casamento fracassado, e o Sr. Brasil começou a ficar cada dia mais pobre.
Depois desse casamento, seus filhos acharam que deveriam ser eles mesmos a escolher a futura noiva. Assim foi feito, e entre duas, uma era Alagoana, metida a esportista, dona de jornal e que dizia ter os grandes lábios roxos, e a outra Pernambucana, uma daquelas bem grosseiras e ignorantes, que tinha perdido um dos dedos para se aposentar precocemente, e foi acusada de ter enganado outras pessoas e deixado de reconhecer uma filha. Ganhou a primeira, e muitos contam que alguns dos filhos mais ricos sabotaram a escolha, outros contam que de fato Alagoana de fato conquistou o Sr. Brasil, que nela via seu próprio retrato.
O fato é que tão logo terminou o casamento, e adentrou a sala de estar da mansão do Sr. Brasil, ela tomou todo o dinheiro que seus filhos tinham guardado, sendo que alguns até morreram do coração por causa disso. Entretanto, Alagoana não era tão poderosa assim, e logo os parceiros criminosos que a tinham ajudado na escolha perceberam que, se deixassem, ela os trairia, e então deram um jeito de ela sair de fininho, pela porta dos fundos da mansão, deixando em seu lugar uma Mineira sonsa, sua irmã bastarda, que só pensava em ter um Fusca e namorar no banco traseiro.
A Mineira sonsa, entretanto, tinha uma amiga, muito culta e estudada, uma Carioca que tinha até mesmo lecionado na Europa, e que a convenceu a ajudá-la na organização das finanças do Sr. Brasil, que estavam uma bagunça danada. E como ela sabia como mexer com números, de forma que eles dessem o resultado que ele queria, o Sr. Brasil e seus filhos viram suas riquezas aumentarem. Ao menos era o que os números diziam. E todos ficaram felizes.
Acontece que as regras que os filhos tinham escolhido, se é que tinham sido mesmo eles, diziam que uma nova escolha deveria acontecer. E, claro, quem seria escolhida, senão a Carioca inteligente, de fala bonita, fluente em outros idiomas, e que tinha ainda resolvido o problema das finanças do Sr. Brasil? A Pernambucana ainda tentou, mas não era páreo. Os filhos estavam encantados com ela.
E a Carioca esperta consertou mesmo a casa do Sr. Brasil. Não que tenha realmente consertado tudo, já que a coisa que ela sabia melhor, era como esconder o pobreza dos filhos, para parecer que estavam maravilhosos. Ela sabia como deixar tudo brilhando sem de fato estar limpo, ela sabia gastar com os cartões de crédito sem que parecesse que foi ela, e coisas assim.Mas o fato é que a economia na casa do Sr. Brasil estava equilibrada, as contas eram pagas no vencimento, não havia credores na porta, as compras eram feitas com certo rigor e os filhos podiam andar de cabeça erguida, orgulhosos daquela nova madrasta. 
Tinham orgulho de vê-la, altiva, falando em nome do Sr. Brasil em todas as partes do mundo, tinham orgulho em vê-la na televisão falando com eles todos, tinham orgulho da sua fala, da sua voz. E mesmo que ainda tivesse problemas,o Sr. Brasil se sentia bem, e estava, de certa forma, feliz, embora soubesse que sua esposa era também o traía e roubava.
Durante os oito anos em que a Carioca foi a esposa do Sr. Brasil, a Pernambucana sempre trabalhou nos bastidores e na vizinhança para mostrar que a outra não prestava, que era falsa e arrogante, embora diante dela se mostrasse gentil e atenciosa. A muitos dos filhos do Sr. Brasil ela mentia, dava presentes, dizia que eles não precisavam trabalhar, pois afinal o pai era rico e poderia prover seu sustento. Ninguém sabe de onde ela tirava dinheiro para essas coisas, e alguns até comentam que ela se prostituía a um russo. 
Assim, a Pernambucana de nove dedos foi conquistando muitos dos filhos, especialmente aqueles mais pobres, e mais especialmente ainda os mais pobres preguiçosos. Dessa forma ela  conseguiu ser escolhida a preferida do Sr. Brasil, e finalmente pode desfrutar de todos os luxos de sua principal mansão. A Carioca tinha deixado a casa toda arrumada, uma boa parte dos filhos limpos e indo para a escola, as finanças do Sr. Brasil estavam em ordem, e o milionário, que antes da chegada dela, era tido como um caloteiro, um pé de chinelo, tinha finalmente recuperado o prestigio com os vizinhos, até mesmo os de longe. 
Uma das primeiras coisas que ela fez foi dar esmolas a todos os filhos pobres, dizendo a eles que não, eles não precisavam trabalhar, afinal eram pobres e tinham que continuar pobres, vivendo da esmola que ela lhes dava. Depois se tratou de se aboletar nos sofás mais finos, de seda e veludo da mansão, e ser paparicada por um cem numero de filhos interesseiros, que a adoravam.
Num segundo momento, pegou muitos dos filhos que eram pobres e disse a eles que não, que eles não eram pobres, e que, sim, eles poderiam ir a Disney e comprar carros em duzentas e cinquenta prestações. É claro que a molecada adorou. Enfim, alguém tinha dito a eles que eles não eram pobres, e eles acreditaram. E lá se foram, viajando de avião, comprando carros, fazendo prestações. Estavam felizes, aquela sim era a esposa ideal para o Sr. Brasil.
Outra das coisas que ela fez, e que agradou tanto ao Sr. Brasil, e a maior parte dos seus filhos, é que ela sabia que o esposo adorava futebol. Então tratou de trazer uma Copa do Mundo para o quintal dele. Os filhos pagariam a conta, claro, dane-se, o importante é que ela os agradaria, e assim poderia ser a eterna esposa do Sr. Brasil, que apesar de tudo, não achava agora que sua esposa anterior, a Carioca, fosse tão boa assim. 
Seus filhos estavam mais alegres, podiam enfim fazer o que quisessem, que ela não ralhava. Que moral, por exemplo, o Sr. Brasil tinha para brigar com os filhos que fossem bêbados, já que ela, sua esposa, vivia às voltas com um copo de cachaça? Que moral ele poderia ter com alguém que fraudasse algo, já que ela era aposentada fajuta. E especial e principalmente, que moral ele tinha para instigar e até obrigar os filhos a estudarem, quando a própria esposa, rainha do lar do Sr. Brasil era semi-analfabeta?
Durante os primeiros anos tudo correu da forma como Pernambucana esperava: ela dava um monte de porcarias inúteis aos filhos do Sr. Brasil e eles ficavam felizes, enquanto ela mais ainda, pois ali, naquela mansão, cercada de todos os luxos, ela fazia o mais gostava de fazer: nada. Nada a não ser tomar cachaça e fuxicar com as colegas do prédio grande próximo. Era tudo o que Pernambucana queria, e ela não queria nunca mais sair dali.
Acontece que a danada da Pernambucana tinha muitos amantes e precisou pedir favores e dinheiro emprestado a muitos deles. Eram os filhos mais espertos do Sr. Brasil, aqueles que ela sabia serem os mais influentes da hora de decidir se ela continuaria ou não.  E então, sem pestanejar um só segundo, ela transou com todos eles. E foi uma louca completa, uma devassa, uma autêntica Messalina. Fez anal, oral, transou em tudo quanto foi lugar. E a todos ela dizia a mesma coisa: que era a ele que ela amava, não aos outros, que queria mesmo era que o Sr. Brasil morresse para que ela ficasse com a herança. Aliás, dizem as más línguas que ela diariamente dava um pouco de veneno a ele, esperando que um dia finalmente ele estivesse moribundo, e, no leito de morte implorasse por ela, por seus cuidados, por seus carinhos, e principalmente que cuidasse como um pai, de seus filhos.
Um dia as coisas começaram a ficar complicadas para Pernambucana, e os credores começaram a cobrar o Sr. Brasil, de contas que ele sequer tinha conhecimento. E o que ela fez foi colocar a culpa em alguns poucos amantes, dizendo que tinha confiado neles, mas que eles realmente não eram de confiança. O Sr. Brasil acreditou nisso, e ela continuou gastando o que não tinha, dando presentes caros a seus amantes e mais e mais esmolas a alguns de seus filhos, que passaram, cada dia mais, gostar mais da madrasta do que do pai.
Por oito anos Pernambucana foi a rainha do lar do Sr. Brasil, e agora era hora dela deixar a mansão, pois era a regra. Seus planos, no entanto, eram de voltar muito breve a morar na mansão do Sr. Brasil. E então, depois de colocar em prática seu plano maléfico de indicar uma prima, que ela sabia ser burra feito uma porta, fazendo os filhos acreditarem que ela seria exatamente igual a ela própria, e que era de sua inteira confiança, Pernambucana se foi, levando tudo de valor que havia, inclusive presentes que tinham sido dados ao Sr. Brasil, e não a ela.
Durante algum tempo os filhos, especialmente aqueles que tinham sido cooptados pelos favores, esmolas e mimos dados pela Pernambucana acharam que ainda eram felizes, e toleravam todos os deslizes da atual esposa do pai, mas aos poucos, ela começou a pensar, que apesar do trato que tinha com a prima, que ficaria ali apenas o tempo suficiente para a volta da outra, ela também estava gostando de morar na mansão. Tratou então de buscar os mesmos amantes da prima, com a diferença que na hora de fazer oral e anal, ela nomeava outra, muito parecida com a prima, para que ninguém percebesse a diferença.
Acontece que um dia os amantes perceberam que estavam sendo enganados, e, para piorar, também Pernambucana percebeu. Alguém tinha que fazer alguma coisa para parar aquela mulher, e então montaram uma armadilha, colocando alguns talheres de prata, que na verdade eram falsos, na bolsa dela. Um dos mordomos, que era da confiança da outra foi o encarregado de dar o berro de ladra. E assim, ele próprio pode assumir a governança provisória da casa, até que outra esposa possa ser escolhida pelo Sr. Brasil.
E o pobre Sr. Brasil esse momento se encontra extremamente triste, cabisbaixo e preocupado, muito amedrontado, mesmo, pois não sabe se a próxima esposa que os filhos lhe escolherão será alguma amiga intima da antiga esposa, que foi presa, depois que alguns dos amantes contaram ao Sr. Brasil sobre algumas das coisas que ela tinha feito. Ou se será alguma outra, mandona e autoritária, ou ainda uma frouxa e ladra.
Até lá, o Sr. Brasil terá que conviver com o trauma psicológico de ter percebido que, no final das contas, todas as esposas, traidoras, ladras e perversas com que ele se casou, e que o traíram e roubaram, eram na verdade suas filhas. 
Por que diabos nunca tinham lhe contado isso?

Araraquara, 05/09/2018

Adiós Facebook

Nunca minha auto-estima ficou tão baixa; nunca minha sensação de impotência foi tão alta; nunca passei dias tão deprimido e angustiado; nunca me senti tão imbecilizado e incompreendido, nunca me senti tão estúpido, nunca me senti... Bem, nunca me senti tão mal. E, claro, sem ignorar meus problemas na vida real, reputo ao meu vício em usar essas chamadas redes sociais. Sempre acreditando que eu poderia aqui dar vazão ao meu trabalho literário, e portanto, seria necessário estar aqui. De anos para cá conquistei alguns amigos, pouquíssimos é verdade, mas valiosos também. Em contrapartida perdi minha essência e passei a me julgar incompetente para com a vida. Hoje, vivo solitário, sem família e sem amigos de carne e osso. E é portanto, hora de acabar com tudo isso.
 Ademais, todo o restante de fé que tinha na humanidade, diante de tanta mesquinhez, de tanta prepotência, de tanta ignorância, se desfez. 
Tenho ensaiado e "ameaçado" há bastante tempo, mas ainda assim, por conta de meia dúzia de amigos no máximo e ainda a esperança de poder chamar a atenção ao meu trabalho, vou insistindo e ficando. Mas agora a decisão está tomada: em de 1º de Fevereiro estarei removendo esta conta. Aos amigos verdadeiros, saberão onde e como me encontrar. E deixo a todos os caminhos:

Whatsapp: (16) 99248-0091
Email: luiz.cichetto@gmail.com
Site: www.abarata.com,.br
Blog:baratacichetto.blogspot.com
Abraço.
Luiz Carlos Giraçol Cichetto

Nota: No dia 1, por "coincidência" (me dá medo isso), entrei no Google e logo de cara uma sugestão de video. Esse abaixo. O sujeito fala sobre isso, e com muito mais argumentos. Vale a pena assistir e pensar.